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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A proposito de ofertas.

Oi meus queridos irmãos, navegantes destas turbulentas ondas do oceano da web, que se detém vez por outra neste atracadouro das buscas-do-barão; espero que estejam usufruindo algo de proveitoso nas sandices que este velho professor, que vez por outra, escreve por aqui.
Estava nesta manhã a pensar, (coisa que as vezes provoca alguma dor de cabeça), quando me defrontei com a lembrança de um velho chiste.
A pilhéria surgiu muito clara na memória; eu a ouvi bem há uns sessenta anos atrás, dizia respeito a uma reunião ecumênica, que ocorrera em uma cidade de porte médio; na oportunidade que três religiosos aproveitaram para trocar idéias de como administravam o dinheiro que cada um recebia como dízimos e ofertas em suas respectivas igrejas.
No citado chiste, eram eles um católico, um protestante e um judeu; mas diante dos fatos de nossos dias eu vou trocar de personagens, até para não ser acusado de preconceituoso, vou situá-los no mesmo arraial. Serão eles um pastor de uma igreja protestante tradicional, de uma igreja pentecostal, e um líder neopentecostal.
Então lá vai:
“Em um congresso de avivamentos, num intervalo entre um louvor e outro, se encontraram três irmãos lideres de suas igrejas, e entre os assuntos referentes às suas atividades surgiu a questão de administração do dinheiro arrecadado em suas igrejas.
Diz o pastor de uma igreja tradicional, respondendo a pergunta que havia sido colocada:
--Irmãos eu adoto a seguinte forma de proceder, faço um círculo com giz no chão do salão de reuniões com cinco metros de diâmetro, me coloco bem no centro do círculo com todo o dinheiro nas mãos: então arremesso todo o dinheiro para cima; o que cair fora do círculo, eu uso para minha manutenção, da limpeza da igreja e o pagamento das contas necessárias, o que ficar dentro do círculo é usado para a evangelização, missões e outras atividades para propagação do evangelho.
O pastor pentecostal, disse logo a seguir:
--Interessante irmão eu uso o mesmo sistema que o irmão até mesmo a forma de destinar o dinheiro, o de dentro é para pregação do evangelho e outras atividades relativas a conversão das pessoas, a única diferença é que eu faço com o giz um círculo de no máximo dois metros de diâmetro, e dirigindo-se ao neopentecostal perguntou:
-E o irmão como faz com o dinheiro das ofertas?
Com voz calma e pausada, depois de um Aleluia, quase gritado, o pastor respondeu:
--Vocês meus irmãos estão gastando dinheiro de deus com coisas supérfluas, o giz, eu sou mais pragmático, não faço circulo nenhum, e também sou mais objetivo, eu explico; jogo todo o dinheiro para o alto, bem alto mesmo, o que deus segurar é dele o que cair é meu. Quando precisar pagar algo do templo a gente faz uma campanha especial...”
Perdoem-me a falta de caridade, nesta generalização, não tão generalizada assim; como diziam meus ancestrais: “Se non é vero, é bem trovato”.
Deus tenha misericórdia de nós, apesar de nós mesmos.
Saibam todos que por aqui passarem, que:
V.D.M.I.Ae.
Um barão ligeiramente hilário
   

domingo, 18 de setembro de 2011

LEXICO PARA A PUBLICAÇÃO: Preparem se, a deusa OCAP está chegando


OCAP
Copa
Bolfute
Futebol
 Condeçãofera Barisirael ed Bolfute
Confederação Brasileira de futebol
Sr. Dr.Termicea Lixeora,
Marcelo Teixeira
 Façãoeder  Pailutas  ed Bolfute.
Federação Paulista de futebol
dresipente o Senhor Cefalópode
Presidente o senhor Lula
 Ilmad,
Dilma
 Adiostes ed Bolfute
Estádios de Futebol
Danesores
Senadores
 Putacama ed Deardos.
Câmara de Deputados
Dio re Roneija
Rio de Janeiro
 Pão  Olaus,
São Paulo
Fafi,
FIFA
. Phejos Tlatber 
Joseph Blastter
  Trapil Brocasil 
Pais tropical
  minstroi sod sopertse
Ministro dos esportes
minstroi od Misutro
Ministro  do turismo
ovop barisilore
Povo brasileiro
bropes,
Pobres
Momeria
Memória
 dobilimade  rabuna
Mobilidade urbana
Parteoseoro
Aeroportos
Seôiva
Aviões
Tiririca
Francisco Everardo Oliveira Silva,




Este micro dicionário tem a finalidade de facilitar o texto da postagem anterior, assim tomo a liberdade se sugerir,leia primeiramente a postagem, depois recorra e este léxico.
Abraços do Barão.

Preparem se, a deusa OCAP esta chegando

Oi gente que gasta seu tempo em ler as fabulações e ou assuntos mais sérios que eu tenho a veleidade de publicar neste espaço, a última publicação, embora um texto um tanto antigo, me pareceu ao reler, bastante atual, razão pela qual está aí publicado.
Mas atual mesmo são as profetações dos últimos dias, dos que almejam, esperam ansiosamente a vinda da deusa máxima do  Futebol, digo, Bolfute.
Estou falando da deusa que como a Fênix, ressurge, renasce a cada quatriênio, provocando, nos vários países, grandes investimentos para poder estar classificados para compor o grupo seleto dos eleitos pelos deuses menores do Bolfute, para estarem presentes no grande culto a ser prestado à inefável, brilhante, desejada, a deusa OCAP.
Os países do mundo como se em seus territórios não houvesse famintos de alimentos, de conhecimento, de segurança, de saúde, se comprometem a inverter enormidades de dinheiro para a preparação de suas terras na construção de vários altares onde o Bolfute é adorado constantemente em rituais sagrados aos deuses menores, que são tutelados pelos seus sacerdotes nacionais, que se encontram em entidades guardiãs das doutrinas do Bolfute e seus deuses locais, no nosso caso o Ovop Barisirole é regido pela Condeçãofera Barisirael ed Bolfute, administrada ad aeternum pelo Sr. Dr.Termicea Lixeora, com ramificações pelas províncias do Basril sendo que onde vivo o representante dos deuses do Bolfute é a Façãoeder  Pailutas  ed Bolfute.
Hoje já estamos a 998 dias do inicio dos cultos que serão devotados a inefável deusa do Bolfute a OCAP, cujo território nacional foi disponibilizado para os rituais de adoração da tão decantada deusa OCAP, de que o Basril já recebeu, por cinco veze, a imagem da deusa, que fora reverenciada em terras estrangeiras.
Agora graças à ingerência do Sr. Termicea líder máximo do Bolfute e o apoio do nosso passado dresipente o Senhor Cefalópode, e o compromisso do(a), como queira, Ilmad, com a garantia de que os templos de adoração da deusa OCAP, seriam construídos, custe o que custar – rararara- para alegria dos exploradores e apropriadores do dinheiro alheio de plantão, que por chicanas bacanas, jurídicas ou não, protelaram o inicio da construção dos Adiostes ed Bolfute, que segundo a exigência da Papisa da Ocap a Fafi, deveriam ser superdimensionados, grandiosos, lindos, majestosos, ainda que no meio da floresta, em meio ao Ovop pobre, isso tudo com a conivência  dos senhores Danesores bem como com o apoio dos membros da  Putacama ed Deardos.
Tudo isso esta sendo feito sic, a toque de caixa – escrevo para quem entende, caixa, rararar – e no milésimo dia do inicio da adoração final do culto Maximo da deusa OCAP, que ainda não se sabe se será no estado de  Dio re Roneija ou em  Pão  Olaus, os senhores tutelares e responsáveis querem que a adoração da Deusa OCAP seja perfeita e não venha a desagradar à papisa  Fafi, que promete sanções caso isso não ocorra, exigindo inclusive liberação de impostos de tudo o que se refere à deusa OCAP, tudo isso já sacramentado e santificado em documentos encaminhadas ao templo Maximo mundial do Bolfute o Sr. Phejos Tlatber  que desconfiado de que as coisas por aqui neste  Trapil Brocasil  não anda bem; instalou câmaras para visualizar as obras dos Adiostes ed Bolfute em construção.
Afora isso, o nosso caro  ministro, digo,  minstroi sod sopertse e o minstroi od Misutro, vieram a público para exortar o ovop barisilore para que se empenhem na condução dos negócios do Bolfute e que se voltem para a preparação das cidades do Basril principalmente as sedes, para que possamos apresentar um grande culto de adoração à deusa OCAP do Bolfute veneração máxima do nosso ovop, principalmente os mais bropes, que inclusive não terão dinheiro para  freqüentar os templos majestosos que eles mesmos os pobres  estão construindo, o minstroi não falou mas deixou mais ou menos implícito, gastem gastem gastem muito para manter o ritmo das preparações dos Adiostes ed Bolfute.
Como somos um ovop, digo povo de momeria, digo memória curta, fiquemos aguardando o tão prometido legado da OCAP, que segundo os minstrois citados serão; maior  dobilimade  rabuna, parteoseoro mais confortáveis, seôiva, que não irão mais atrasar ainda que tenhamos nevoeiros, o que a deusa OCAP deve ter garantido aos ditos ministros, digo minstrois não irá ocorrer...
Assim vamos confiar no nosso ex líder cefalópode, vamos confiar na Putacama ed Deardos e em nossos senadores, digo Danesores, de que o tão decantado legado da OCAP, se não ocorrer, não será à hora de procurar culpados, até mesmo porque sabemos, somos nós mesmos que elegemos essa estirpe de nossos representantes, a propósito, oi Tiririca, ou melhor Sr.Francisco Everardo Oliveira Silva , parece-me que V.Excia está nos devendo uma explicação de o que realmente faz um deputado Federal.
Ah! Ta, deixa isso pra lá, eu já estou programando um retiro para não prestar culto a esta deusa demoníaca...  a OCAP...
Deus tenha misericórdia de nós....
V.D.M.I.Ae.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Os pés, ou Assim caminha a humanidade.

Remexendo em meus achados, ou seriam perdidos?
Acabei encontrando um texto lavrado nos idos de 1998, que nunca foi dado a publico, e como acabei a não muito tempo de ter criado a categoria “memórias” e em razão de se tratar de algo que diria, retrato fiel da vida, decidi dá-lo a luz neste blog, como uma imagem da nossa sociedade cristã...
lá vai o dito texto:

Em outubro passado, como eu presumia que um dia iria acontecer, desencadeou-se o problema que persegue minha gente há muito tempo; pressão alta.
Acredito que em outras oportunidades já deva ter tido crises rápidas e passageiras, por obra de stress e ou coisa que o valha, que os médicos de então apenas me despachavam com:
--Corte o sal de suas refeições o mais possível e abstenha-se de álcool.
Até aqui tudo bem, só que desta vez foi para valer, mas não estou aqui para porfiar em lamúrias, já que tenho esse monstro comigo é melhor tratar de não alimentá-lo e ou mimá-lo com chiliques ou que tais.
O que me trás diante deste teclado foi o tempo que passei no consultório médico aguardando que a dita cuja acima mencionada baixasse a níveis ditos normais.
Lá estava eu o paciente (eita nominho mais adequado para um doente em um hospital, principalmente se for do SUS), aguardando o efeito dos remédios, quando me dei conta de um senhor, não sei se avançado em idade ou um ser carcomido pelas agruras da vida, deitado em uma maca a minha frente;
Por suas feições, era um desses homens forjados na lide dura do dia a dia dos dotados de um cabedal nulo, que deve ter tido que conquistar a sobrevivência a cada momento  com denodo, e poucos e parcos instrumentos, a não ser sua energia física.
Com toda a certeza, as luzes da escola, lhe fora negada pela vida;
Em suas narinas, dois chumaços de gaze embebidas em sangue que se lhe esvaia aos borbotões. Seu olhar, longe e esgazeados pela fraqueza e cansaço aparentes; mas me pareceram olhos lúcidos, muito provavelmente relembrando, sem muito esforço, alguns dos poucos momentos felizes de sua vida.
Suas roupas, simples e surradas, que nós que ingressamos na terceira infância temos a mania de afirmar que são as mais gostosas.
Estava ali aquietado, com o olhar perdido ao longe. Com sua ingente dor; ainda assim denotava uma altivez que os mártires e os sofredores apresentam; nenhuma revolta, nem um traço de angustia, mas uma face que tresandava humildade evangélica, de quem diz: --"Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus..."
Não foi tudo de que até aqui falei que me pôs pensativo, pois tudo isso foi apenas obtido de observação; mas os seus pés, descobertos pelo desarranjo da maca.
Pés que traziam esculpidos em suas rugosidades o testemunho dos caminhos percorridos, dos espinhos pisados, das pedras que teve que trilhar, pés que na maior parte de sua vida com certeza o levou nas estradas de trabalhos árduos. Pés de pele curtida, quase couro, ali abandonados no leito, sem forças para lhe levar a canto algum.
Nesse devaneio, a vista daqueles pés anonimo, pude imaginar aqueles poucos momentos que muito provavelmente aquele homem recordava,. No vazio daquela situação...
As poucas alegrias de nossa gente simples, o futebol da várzea, os bailes de final de semana, quando então ele podia caprichar com parcos recurso, no se vestir, no cabelo, nos movimentos rebuscados de seus passos para impressionar as moças de seu tempo,, pés que muito provavelmente o ajudou nas rixas ou nas fugas de brigas inglórias;
Pé fracos e incapazes de lhe servir agora, para buscar outros caminhos... ao seu lado uma filha bem vestida, que muito provavelmente o levara até ali....
Meus devaneios foram abruptamente interrompidos pela voz de uma enfermeira com um tom de sargento fazendo inspeção no quartel:
--Aqui não pode ficar ninguém que não for paciente, faça-me o favor de sair.
  • Mas eu estou cuidan.... tentou dizer a filha, interrompida pela enfermeira que arrematou:
  • Cuidando dele estamos nós, a senhora queira sair e aguardar lá fora.
A filha resignou-se e retirou-se para fora do local.
Aquele senhor chamou a enfermeira e disse em um fio de voz como quem do fundo de um poço brada por socorro:
--Olha moça, essa minha filha me bateu, é por isso que eu estou assim...

Barão de Bitarú, em uma triste tarde de devaneio.

Esse era todo os texto, até hoje quanto acrescento:

Cerca de vinte e poucos minutos depois, aquela moça que não queria sair pois estava cuidando do indigitado senhor, saiu dali, devidamente algemada, e quero crer, provocando mais  dores no coração daquele pai.

Deus possa ter misericórdia de nós, apesar de nós mesmos.

Saibam todos que:

V.D.M.I.Ae

Dedicação incondicional, ou O que podemos aprender com os animais.

Oi gente, que por distração ou curiosidade, acaba abrindo esta blog e desperdiça seu tempo lendo sandiotices que ouso digitar por aqui.
Estou curtindo o aconchego de uma cama e cobertores quentinhos por culpa de uma gripe, ou sei lá o que me derrubou.
Me derrubou apesar de vacina da “melhor idade”, que ainda não entendi por qual razão,motivo ou circunstancia, estes milhões, digo bilhões de quilômetros rodados nesta linda, nave espacial, é classificado como melhor idade, talvez a mas sábia, a mais meditativa, a mais compreensiva mas a melhor? (veja Ec 12:1-8).
Mas neste compulsorecolhimento, entre espirros, e outros achaques; me pus a pensar na vida e me ocorreu as lembranças de meus cachorros.
Mas sou daqueles que nunca troca os amigos pelos animais, mas tenho ao meu redor cinco pássaros dois cachorros e um seiscentos peixes, afora os sanhaços, as saíras e os tiês que vira e mexe vem verificar como andam as minhas aceroleiras, as mangas, a pariparoba, além do sabias e dos bem-te-vis que aparecem vez ou outras para variarem seus cardápios com os meu peixes.
Com pessoa dodói, recolhido ao leito ( quentinho) no modorra do sono me ocorreu a lembrança da Tupai, ( eu explico o nome Tupa = raio; i = particula indicativa de diminutivo, logo, Tupai=pequeno raio).
Uma Pastor Belga, muito experta, com uma postura nobre, veja a foto acima, aprendeu logo, tudo o que foi ensinado: Ataque, defesa, atenção, imobilização, etc, etc.
A bem uns vinte e poucos anos atras estava eu recém mudado para esta cidade mais adoentado do que agora.
Viajando em uma febre resistente, enquanto meu irmão que havia vindo me visitar pé, voltou a sua casa para apanhar o carro para me levar ao hospital.
Na beira da sonolência, senti o halito quente no rosto, seguido de uma lambida fria...
Abri o olho e vislumbrei o vulto da Tupai (essa da foto ai em cima) ao meu lado, levantei-me acariciei sua testa.
Ela ficou ao meu lado, movendo sua cabeça para esquerda e direita, como quem procurava entender...
Deixei-me invadir pelo sono febril que começava a novamente me dominar, quando percebi que Tupai sairá do meu lado.
Qual não foi minha surpresa ao ouvi-la chorar ( alguns dizem ganir), mas aquilo era um choro langoroso e compungido.
Minha esposa veio correndo de outro canto da casa para se inteirar do que estava ocorrendo;Quando viu a Tupai chorando correu para o quarto assustada gritando :
--Benzinho...Benzinho...
Eu a repreendi:
--Fale baixo, por favor minha cabeça esta explodindo...
Em seguida pedi a ela que fosse procurar dona Maria, uma senhora vizinha nossa, conhecedora profunda de mezinhas caseiras, e lhe contasse o meu estado, a ver se ela me indicaria algum chá.
Resumo da ópera; após tomar o chá recomendado, em 15mim estava de pé e bem para poder partilhar da alegria da Tupai, fato esse percebido pela vizinha já citada:
– O que tem essa cachorra que não para de pular, perguntou D.Maria ao ver cachorra
Eu sabia. Estava feliz por me ver bom...
Tupai se foi, mas restou viva em minha memória sua dedicação, amor incondicional, proteção e alegria de ter partilhado os 15 anos de sua vida, com minha família.

Desculpem-me fazê-los desperdiçar tempo com as brumas de minha memória febril, mas fica aqui uma pergunta ainda surgida no enevoar febril:
Como seria nossa vida se pudessemos dedicar a Deus o mesmo amor incondicional que os cães tem por nós.
Caso você não tenha percebido ainda esse amor canino, com certeza você nunca teve um cachorro, ou o tem criado amarrado no fundo do seu quintal. Então leia Pv. 12:10.

domingo, 21 de agosto de 2011

UMA FÁBULA NADA FABULOSA.

Houve uma vez, em um lugar meio perdido neste pais, que é um continente, que quase nada contém de sério, justo, honesto e ético; claro que nisso tudo sempre haverão exceções, poucas é verdade, mas existirão.
Mas voltemos ao que interessa.
Houve uma vez em um lugar chamado de Riacho de Março, uma família de gametas, bem, pelo que pude saber, não era lá uma coisa que pudéssemos dizer famiiiiiliiiiiiaaaaa; enfim!
Essa família era constituída de gametas pai, mãe, dois filhos game tinhas...
O mais novo, segundo sua própria fala, não se comportava como um gameta lá muito correto, por me-dá-cá essa palha, sentava a mão, o pé na cara do irmão mais velho.
Isso sem contar, que na verdade ele contou, fazia das suas,de tanto sentar a mão na cara do irmão, decidiu ir morar alhures, forma pleonástica de dizer na rua.
Ali praticou pequenos furtos, alguns assaltos, até com armas se envolveu, o que o levou a se afastar do seu lar doce lar gamético, na ausência de seu amado irmão andou dando catiripapos naqueles que muitas vezes se recusavam colaborar com o achaque.
Ia me esquecendo, orgulhava-se de nunca ter matado ninguém, embora tenha quebrado alguns narizes.
Seu nome? Epa! eu ainda não disse ? Tá, la vai: Excelso Fessoy .
Fessoy, como vou chamá-lo daqui pra frente, em razão de seus desarranjos com os gametas parentes se viu obrigado a sair de casa,como já escrevi acima.
Instalou-se em um local abandonado,não sem antes dormir aqui e ali, parece se bem me lembro, uma velha edificação medica, lá encontrou inclusive alguns móveis velhos, juntou umas coisinhas mais e foi ficando por ali...
Vivia de pequenas falcatruas, e unsseteunzismos, deixando o tempo passar; ali cursou a escola da vida e parece que conseguiu formar-se no famigerado curso fundamental, quando ao médio, nunca falou...
Depois de um tempo nosso Fessoy arranjou uns bicos e estava se virando bem com algum dinheiro assim obtido. Deixando mesmo de praticar suas falcatruas e pequenos roubos. Deu uma melhorada em seu muquifo.
Certo dia, num entardecer de sábado, estando nosso Fessoy, no seu ociorepouso, ouviu uns risos e um som que despertou sua curiosidade, correu à porta de seu muquifo e vislumbrou um grupo de jovens Crentensses, que se dirigiam a uma igreja logo mais adiante no fim da rua, cuja qual como disse ele não havia observado antes.
Nosso Fessoy, ficou encantado com o som daquele instrumento tocado pelos Crentensses, pensou em se enturmar com eles, mas teve medo de não ser aceito.
Até porque percebeu que as minas dos crentenses eram mais jeitosinhas, mais cheinhas, não tinham hábitos de proferir impropérios, mais delicadas e femininas, bem como ele gostava.
Mal sabia ele que os Crentensses são, por orientação de past-ores, orientados a receber com boa atenção qualquer pessoa até mesmo um Fessoy.
Foi se aproximando e o grupo o aceitou e o convidou para participar de suas reuniões, Fessoy demonstrou seu interesse pelo instrumento que os havia visto tocar, quando ficou então sabendo seu nome, o tão conhecido popular hexacordiolão.
O nosso auto abandonado Fessoy enturmou-se e começou a aprender tocar o hexacordiolão.
Passado algum tempo nosso herói, convidou-se para morar com uma família de Crentenses, a quem adotou como sua família, apesar de os Gametas pais morarem no mesmo bairro, segundo consta.
Levou nosso Fessoy para sua nova casa o guarda roupa que havia arranjado lá no muquifo onde morava, levando também as roupas que havia conquistado em vários varais ali pelos bairros vizinhos.
Fessoy, agora cuidava-se muito mais, estudando os modos e a fala dos crentenses a quem gentilmente impusera a sua presença.
Assim a vida corria livre, leve e solta, até arranjou um empreguinho melhor...
Fessoy desenvolveu boas habilidades no hexacordiolão, com isso ganhou espaço entre os Crentensses, inclusive frequentado suas reuniões e fazendo parte do grupo de louvores dos mesmos.
Por esse tempo, conheceu uma jovem de um lindo sorriso, que compunha o grupo de louvores, a Roas Epa, um simpática loura ou morena, não sei , muito mais interessante do que as minas com quem se relacionava nos tempos de seu unsseteunzismos de auto abandono.
A família de Roas Aep, foi desde o principio contra esse relacionamento por perceberem detrás da capa de bom moço o seu habito unsseteunzista: mas Roas estava encantada com os dotes de nosso Fessoy no hexacordiolão, e lembrem-se Fessoy, tinha uma lábia refinada, era um famigerado mestre do engodo.
Galgou posto entre os Crentenssses a tal ponto que acabou sendo indicado a fazer o curso de Past, profissão que já havia percebido ser muito interessante para aquilo que tinha em mente, aquele negocio de líder, não discuta com o líder, prosperidade, e a obtenção de renda com ofertas dos crentenses, muito lhe cativava.
Esse trabalho vinha muito a calhar ao seteunzismo, que dessa forma poderia ser praticado a luz da Lei e com os Aleluias e Gró rias a Deus e apoio dizimal dos Crentensses.
Muitas peripécias passou o nosso caro Fessoy.
Mestre no seteumfilosofismo, juntou a esta, o conhecimento que os Crentensses haviam desenvolvido, um deles o “não toques no escolhido, faça o que mando não o que faço, me foi revelado, a obrigatoriedade do dezismos, os vales, as ofertas, os descontos, os adiantamentos e as profetadas e o ardente desejo de ser pai de multidões foi estudar as matérias crentenses.
O cargo de Past-or vinha bem a calhar, sim era isso que nosso Fessoy iria seguir e desenvolver seu ministério que seria mantido pelos crentensses.
Nesse meio tempo, casou-se com Roas-ap, contra o parecer dos parentes dela, e decidiu realizar uns negócios, que acabou resultando em nada.
E toma percalços, vai pra lá vem pra cá, conseguiu ficar a testa de uma igreja crentense, que quase tinha ninguém, talvez umas quantas pessoas.
Empenhou-se, dedicou-se, e conseguiu erguer, com atrativos diversos a fé crentense , alguns membros a mais, e algumas irmãs que passaram, a sustentar o seu min stério.
Roas-ap depois de um tempo, por quais cargas dӇgua principiou a apresentar problemas.
Ao que parece Fessoy, mudou muito, mas nunca perdeu o amor ao ociorepouso e o costume desenvolvido lá no seu muquifo nos primeiros dias de seu auto abandono o de não dispensar o seu refrigério liquido, ainda que tivesse que vender o almoço para comprar o jantar.
Os trabalhos de seu curso de Past, quem os fazia era sua Querida, sofrida e adoentada Roas-ep.
Apos um tempo foi ou transferiu-se para outra área crentense, encantou-se com os agrupadores de duzias, estes também com o costume de aplicar teorias do unseteumfilosofismoreligioso, de fazerem os seus fieis e ignaros crenteses a seguir o líder, vendo nos seus métodos a felicidade e a oportunidade de melhorar os ingressos salariais, sem dispensar o seu tão querido ociorepouso.
Mas parece que não deu certo, os novos crentenses, tinham mais conhecimento do livro básico da fé crentense, e da ilegalidade de seus métodos diante de uma paróquia baseada no vale o que está escrito, ao do invés de “eu acho”, “deus me disse ontem”. “O ispirito me revelou”.
A coisa desandou, se indispôs com todos, inclusive com Roas-ep, que se mandou para sua família.
Mas Fessouy não se apertou, apanhou seu Hexacordiolão e lançou uma canção nova para aquela que deus iria preparar para o seu coração.
E se mandou por aí em novas aventuras ditadas pelo seu deus...
Fique desde já dito, afirmado, reafirmado, declarado, assentado que esta é uma fábula dos tempos de hoje,nada fabulosa, e que qualquer, por mais leve que seja sua semelhança com a vida ou acontecimentos, pessoas reais, do passado, presente ou futuro é mera, pura e total coincidência.
Uma elocução digito mental durante uma insonia braba


V.D.M.I.Ae.

Brincadeiras a sério... ou Lembranças hoje, do ontem.

Sábado a noite, quase hora de ir dormir, eis que minha neta veio até mim e sem mais fez uma pergunta quase que solta
--Vô houve algum brasileiro que se destacou ou fez alguma coisa importante?
Respondi-lhe que muitos brasileiros se destacaram em feitos importantes, falei de Santos Dumont, dando dirigibilidade aos balões, criando o avião o primeiro a voar por meios próprios, o Demoiselle, o ultraleve de então, usado por ele como meio de transporte para seus passeios por Paris.... e como só os jovens sabem ser, fui contestado:
Mas ele não fez isso no Brasil, fez la na França, daí urgiu uma discussão de que pouco importa o local, mas quem o fez...
Citei a importância de César Lates, dos trabalhos de Oswaldo Cruz, tentando destacar algumas grandes contribuições desses nomes à cultura e ciência mundial... mas como os jovens insatisfeitos novas contestações e eu acabei por desafiá-la a buscar na internet, não jogos, mas a pesquisa desses nomes, para sentir o que outros registraram a respeito, inopinadamente lá vem outra pergunta:
-Vô quando você era jovem, como você e seus amigos se divertiam? Já emendou outra pergunta a essa: Você tinha muitos amigos?
Ao iniciar a satisfazer-lhe a curiosidade extemporânea em razão do avançado da hora, acrescentei que a sua forma de perguntar me fazia sentir um verdadeiro tiranossauro – quando você era jovem – com seu pedido de desculpas ambos rimos...
Mas lhe contei que ali na periferia de São Paulo – Vila Aricanduva – tinha cinco ou seis amigos, todos morávamos todos na mesma rua. Eu morava na esquina da Rua Edgar de Souza com rua Rodeio, a casa que meu pai construiu está lá ate o dias de hoje, e mesmo a casa que eu construí nos fundos do quintal, ainda está lá quase do mesmo jeito- e viva o Google-Street.
Mas voltando à resposta; lembrei-me dos amigos mais chegados, o Vílson, assim mesmo com V, o Roberto que era tio do Vílson, embora mais novo três anos, o Espanhol, cujo nome não me ocorre a sessenta anos desses dias, O Dadão, - Eduardo, o Orestes, o Dácio , afora o Ico -Francisco e seu irmão o Batatinha, cujo nome também não me recordo.
Isso colocado iniciei a explicação de que nos divertíamos muito, alem da escola, que tínhamos o prazer de frequentar, por verdadeiramente ser ela era risonha e franca; mas lembrei-me da tardes em que empinávamos quadrados hoje chamados de pipa, naqueles dias este nome era destinados a quadrados de grande tamanho.
Nós nos divertíamos nessa atividade pois construíamos nossos próprios quadrados, desde a escolha do bambu para a confecção das varetas, não podia ser seco demais nem verde pois os primeiros quebravam facilmente e os segundos vergavam com muita facilidade.
Expliquei a minha neta as várias forma que dávamos a essa pipas, -vou usar este nome por ser mais facilmente identificado hoje com o objeto-.
Fazíamos o que era padrão o de três varetas -ver desenho acima- uma pipa em formato de avião, a pipa navio, a arraia e os coadores pipas essas que voavam sem rabiola.
Rabiola era uma tira de pano fino, cortado em tiras estreitas destinada a dar estabilidade a pipa, falei-lhe das formas de amarração dos estirantes e a formas de dimensioná-los, sem o que as pipas não voaria estáveis.
Passávamos horas nessas atividades de confecção, na escolha dos desenhos, cores, nos cuidados na colagem dos papeis na pipas procurando evitar desequilibrá-las na distribuição de peso e muitos outros cuidados e esmeros...
Tudo isso feito íamos aproveitar os ventos e passar horas a empiná-las, não existiam as disputas para cortar linhas dos outros, com os riscos que vemos vez por outras nos jornais, causando inclusive algumas mortes; nos divertíamos pelas habilidades em fazer manobras com as pipas, fazendo-as cabecear a esquerda, ou a direita, descair, como se a linha estivesse cortada, fazendo os desavisados correrem para pegar a pipa que caia.
Questionado se essa era a única, citei muitas outras, como jogar pião, a brinca como dizíamos ou a ganho, a primeira o prazer era rodar o pião e tirar outros da roda apenas, a outra forma a ganho, quando tirávamos o pião da roda nos apropriarmos dele.
Para jogar ou rodar pião, fazíamos um círculo no chão de terra com um raio de mais ou menos uns oitenta centímetros, assim como um passo largo, aonde dentro do círculo, cada jogador colocava um pião, sorteada a ordem de jogadores, ou pondo dedos e contando, que caísse no número de dedos expostos saía da contagem, determinado a ordem de jogar;
O objetivo era arremessar o pião e com ele tirar do círculo os piões ali colocados, para a validade da jogada, o pião arremessado deveria rodar em pé por alguns segundos, pelo menos.
Falei a minha neta das bolinhas de gude -pequenas bolas de vidro colorido, que nós os garotos gostávamos de colecionar, quem tinha poucas tinha no mínimo cincoentas, sempre escolhidas a dedo, pelas cores e desenhos feitos pelos vidros de cores diferentes, além das escolhidas para serem as favoritas para jogar,  por sua perfeita esfericidade, pelo peso e tamanho – as menores e mais pesadas eram as melhores pois dificultavam as estecadas como chamávamos as caramboladas, ou ainda as batidas entre bolinhas. Ah ! Os jogos, existiam o de box, que era um jogo desenvolvido em um chão de terra batida e plano pelo menos nas proximidades dos boxes, quando não tínhamos o local plano necessário, nós apanhávamos enxada , pá e outras ferramentas e construíamos em um canto da rua sossegado o plano necessário.
Os boxes eram pequenos buracos feitos com uma arruela e outro objeto arredondado com um diâmetro um pouco maior que as bolas de gude e com uma pouca profundidade.
A construção dos boxes comportavam quatro boxes -buracos- arrumados em forma de L, três em linha e um em ângulo reto.
O inicio do jogo se dava pela escolha da ordem dos jogadores e era feita com o arremesso da bolinha a partir do ângulo reto dos boxes em direção ao primeiro box que era o primeiro da linha de três oposto ao ângulo reto, se classificava como primeiro aquele que colocava a bola no box ou o que mais se aproximava dele, e assim se classificavam os demais tendo como distancia o parâmetro, sendo o mais distante o último a jogar.
As regras eram; colocar as bolas de gude nos boxes, obedecendo a ordem do primeiro, até o quarto.
Quando era atingido o quarto box, o da perna do L o jogador retornava pelos boxes em ordem inversa, ao primeiro e iniciava o retorno ao quarto box, quando atingia o segundo box de retorno ganhava o direito de atingir os adversários para longe para dificultar seu avanço, esse retorno, chamava de matança, assim eram denominados os boxes, primeiro de matança, segundo de matança, terceiro de matança e o de matança, o quarto box, quem aí chegasse tinha o direito de matança.
Assim quando quem estava com esse direito atingia a bola de gude de outro jogador este era eliminado, se todos atingissem o quarto de matança o jogo se desenvolvia por todo o espaço ao redor dos boxes, sendo obrigatório a tentativa de atingir um dos adversário, sendo proibido o jogador da vez arremessar sua bola para longe dos adversários para fugir das dificuldades do terreno
Existiam alguma regras como pedido de vantagens, como limpinha, quando se pedia para mudar a posição de jogo, ou tirar algum obstáculo da frente da bola que se quisesse atingir, que poderia ser negada desde que o dono da bola tivesse dito antes do referido pedido – não dou nada – isso obrigava aos participantes do jogo de gude ficarem atentos as jogadas.
Esse brincar, as vezes acabavam durando horas.
Outra forma de jogar bolas de gude era o de cela, fazia-se um círculo de mais ou menos um passo de diâmetro, cada participante colocava no centro da cela o número de bolinhas combinadas, quase sempre de uma a quatro, quase nunca mais, para isso eram descartadas as bolinhas com pequenas lascas ou as bolinha não muito perfeitas quanto a esfericidade, a ordem dos jogadores era sorteada a partir da cela para a linha de lançamento, e a classificação era feita a partir da distancia da bolinha arremessada da linha demarcada.
O jogo de bolinha de gude nessa modalidade era desenvolvido jogando-se a bolinha em direção da seja com o objetivo de retirar de dentro do círculo o maior número de bolinhas possíveis, que iriam pertencer a quem conseguisse, se o jogo fosse a ganho, caso contrario o jogador limitava-se a tirar o número de bolas que havia casado no inicio do jogo.
Caso a bolinha jogada ficasse dentro do círculo, sem conseguir retirar nenhuma o jogador ficava fora das jogadas, caso não houvesse previamente estabelecido que cada jogador pudesse ter duas bolas de jogo.
Se o jogo fosse a brinca, no final o jogador recuperaria sua bolinha retida, se fosse a ganho perderia inclusive essa bolinha.
Outra diversão era devida a coleção de figurinhas de jogadores de futebol, que naquela época vinha embaladas em pequenas balas, os álbuns para a colocação das figurinhas eram distribuídos gratuitamente, inclusive como forma de incentivar a compra das balas, que eram de muito baixo custo relativo, já que com dez centavos comprávamos cem balas.
As figurinhas vinham de forma muito repetidas, o que ocasionava um número muito grande de figurinhas  que eram usadas para jogar, o que chamávamos de jogo de Bafa ou Abafa.
Esse jogo constitua-se colocar – casar – um número de figurinhas previamente combinadas sobre o solo preferencialmente plano, com a imagem do jogador voltada para o solo, e sorteado a ordem de jogada com a contagem de dedos, e se eliminado os jogadores pela contagem desse número, sendo estabelecida a ordem pela saída do jogador.
O jogo consistia em usando a mão em forma de concha, bater sobre as figurinhas e elevando a mão rapidamente, provocando um vácuo e fazendo as figurinhas casadas voarem, as que caíssem com a imagem do jogador para cima, elas pertenciam ao jogador, voltando-se a organizar as demais e assim procedia o segundo jogador.
A jogada terminava quando não mais existissem figurinhas com a imagem voltada para baixo.
Conforme o previamente combinado, se o jogo fosse a brinca, ou a ganho, no primeiro caso o jogador ficava com o número de figurinhas houvera previamente casado, devolvendo as que não lhe interessado e retendo as que ainda não possuía em seu álbum, no segundo caso ficava com todas as figurinhas que havia conquistado.
Existiam, disse eu a minha neta muitos outros brincares que fazíamos principalmente o inicio das tardes e ou até, quando era verão, até bem tarde da noite, quando então brincávamos na rua na frete da casa de nossos amigos sob os olhares e cuidados de nossos pais que ficavam a conversar, quase sempre sobre nossas próprias travessuras.
Disse a minha neta que eramos muito felizes nas simplicidades de nossas brincadeiras e de nossas vidas livres das ameaças hoje tão presentes nas vidas de nossas crianças, para quem a rua hoje é somente ameaças e riscos.
Não é saudade da infância, coisa de velho, mas uma triste constatação, muito trinte mesmo, de um velho que Deus permite ter uma memória quase fotográfica daqueles dias de sessenta e poucos anos atrás
Vamos dormir, pois já está quase se fazendo a manhã chuvosa deste domingo.
Minha neta, abraçando-me disse:
-Boa noite vô.
-Boa Noite minha neta, Deus te abençoe...
Enxuguei algumas lágrimas, apaguei a luz, dirigi-me ao quarto, refugiei-me no calor do cobertor, e pedi a Deus que nos olhasse com muita misericórdia, a nós e aos nossos amigos de ontem tão perto aqui em nosso memória....

V.D.M.I.Ae;.