Páginas

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A novidade mais antiga do mundo


As palavras Graça, fé e esperança e caridade tem na Palavra de Deus, significado bastante diverso do que os religiosos da moda de nossos dias emprestam a elas.
Nós não só perdemos a doutrina mas até mesmo a linguagem Cristã.
Graça é uma palavra que biblicamente significa toda e qualquer doação da parte de Deus, feita ao homem através de Jesus Cristo. Onde então fica o mérito?
Pois o que mais ouvimos em nossos dias é falar de campanha, sacrifícios, jejuns, subir ao monte, o que significa tudo isso senão obras, você não estará livre do ataque do inimigo, se não pertencer a um ministério, a uma igreja e não estiver sujeito a um líder; o que é isso senão, obra e tradições humanas.
Qual a diferença de tudo isso relativamente a religião e aos religiosos, dos dias de Jesus, e os do Século que antecederam a Reforma?
Onde fica a ação do consolador enviado por Deus após o seu sacrifício vicário na Cruz? Como explicar a conversão de tão grande número de pessoas após a pregação de pentecostes em Jerusalém?
A Bíblia, não registra que todos estivessem, sob a proteção de qualquer ministério que tenham sido previamente preparados por reuniões de células, Encontros Tremendos ou como querem fazer crer, muitos dos desvirtuadores da palavra, mas é verdade que a pregação de Pedro, anunciando a morte e ressurreição de Cristo, e com a ação do Espírito Santo, que os batizou com fogo, o batismo de Cristo, não o de João, resultou no espantoso número citado na bíblia.
A igreja de hoje, mais instituição humana, do que o conceito de reunião dos crentes em Cristo, apela para a sua fé e piedade, para a sua esperança de uma vida espiritual com Deus utilizando interpretações particulares, de conformidade com seus objetivos e ou filosofias e tradições humanas, usando a cada dia mais, a velha aliança; cuja Lei vigorou até João o Batista, depois dele o Reino de Deus se fez presente no mundo em Jesus Cristo; pode-se depreender isso quando interrogado ele responde, “o meu Reino não é deste mundo”, leia Jo 18:36, mas é o Rei aqui presente, se fora de outra forma teria dito o Reino de Deus, mas Ele diz o meu, estabelecendo uma Nova Aliança através de seu Sangue.
Assim como no passado os teólogos de então esquecendo-se, voluntariamente ou não os cristalinos ensinos de Cristo e de seus seguidores, estabelecem como no passado uma sujeição a uma Lei, cumprida na Cruz – Ez. 18: 4, que a cumpriu, sendo inocente, e o fez por amor de nós.
Usam , como se fora uma novidade, a maliciosa interpretação de afirmações claras, como a que se apresentou no remoto século XVI um dos defensores das mazelas religiosas de então querendo distorcer o que afirmava Lutero, com referencia a justificação somente pela fé, e que essa justificação assim alcançada produzia no homem os frutos de uma vida moral e eticamente correta,ou seja boas obras, enquanto a Igreja, a instituição de plantão, pregava que as boas obras produziam méritos para alcançar o céu, ignorando inclusive o ensinamento que lhe estava ás mãos, a saber: Ef. 2:9; 2 Tm. 1:9, e outros trecho dos Livros Apostólicos.
O que dizem os Tetzeis modernos, Tudo de você, para que Deus de tudo, em palavras menos rebuscadas, traga todo teu DINHEIRO, para que Deus te dê todas as riquezas.Da mesma forma com que aquele vendedor de indulgencias dizia: "Quando o seu dinheiro bater no fundo do cofre (da igreja ) uma alma de seu parente será admitida no céu"
Como fica a afirmação de quando você tocar nas pedras do Templo, réplica do de Salomão, feito com pedras importadas com alto custo, de Israel ,”tocará em Deus”,como fica Jesus nisso tudo, quando Ele disse: Quem vê a mim, vê o Pai =(Deus),confira Jo 14:9,e ainda quando bendisse a Tomé, que era chamado de O Gêmeo, afirmou: “Você creu porque me viu. Felizes são os que não viram , mas assim mesmo creram, essa felicidade foi dada pela voz de Cristo para você meu irmão que está lendo agora, pois como eu você também vê Cristo pela fé.
A mim solerte ignorante, parece que encetamos novamente a caminhada pelo deserto, como o fez o povo libertado por Deus pelas mãos de seu servo Moisés, aquele povo, viu, preste atenção, viu, não lhe foi contado, presenciou os magníficos feitos de Deus, e ainda assim esquecendo-se disso, foi rebelde, e destinado a caminhar por quarenta anos, no Deserto.
Assim se portaram os homens, nos séculos seguintes a ressurreição de Cristo, iniciando uma rebeldia sistemática e insidiosa,persistindo, igualando o Reino de Deus, ao reino político e ambicioso dos homens, novamente ingressamos no deserto na escuridão, tornando-se necessário novas mortes para voltarmos a luz de Cristo.
E estamos novamente no caminho do Deserto, vou fazer como parte final um dialogo, de uma criança com um pastor, que reclamava de seu parco salário:
·        O senhor diz que ganha pouco, por que não arranja um trabalho para ganhar mais?
Respondeu-lhe o pastor:
·        Mas eu trabalho, tomando conta dos crentes desta igreja, minhas ovelhas; ao que lhe retrucou a criança:
·        Meu pai, também toma conta de nós, eu, meus irmãos e minha mãe e a vovó, mas tem um emprego, e trabalha o dia todo... e ganha menos que o senhor.
Não conheço o fim da coisa, mas é para pensar...
Se faz necessário uma reforma de ordem pessoal de tal forma a permitir que o Espírito Santo de Deus, possa agir, não importa em quantas pessoas, que creio devem ser muitas neste imenso mundo, através da verdade da mensagem da Cruz, não dos Congressos, dos Encontros tremendos, dos retiros, não das assembleias, de grandes concentrações em busca da prosperidade financeira, do dar uma casa e ter hoje um apartamento de dez quartos e mil metros quadrados de construção, mas de um coração quebrantado, de uma vida de amor, de dedicação, de respeito, da misericórdia entre os homens, a mesma que Deus tem para conosco, sendo nós pecadores.
Se faz mais do que nunca antes neste mundo, acendermos a Luz da Boa Nova do Reino, que se fez homem, morreupoe nós e ressuscitou.
Falarmos a cada dia mais fortemente da Cruz, da vida e da Vida Abundante em Cristo.
Se você que me lê perguntar, como fazer isso, eu vou responder de forma que poderá parecer simplória demais:
Comece por você mesmo, acenda a luz que há em você, viva os ensinamentos do evangelho em todos  os seus afazeres, estude, leia, pesquise, procure saber de tudo o que diz respeito a Cristo,  leia fundamentalmente sua Bíblia, estude as apostasias antigas e modernas, não se omita,não aceite tudo a priori, compare, confronte, tenha uma opinião, manifeste a mesma, não se preocupe se não agradar a muitos, mas com certeza, a sua casa, seus filhos, seus parentes aprenderão com você.
Coloque a sua crença em Jesus, como uma Luz no lugar mais alto que você alcançar, não se importe, se ela parecer fraca, tenha em mente que uma pequena brasa, na escuridão da noite pode ser vista a uma distância de 10 quilômetros; e que muitas brasas provocarão o renascimento da Luz que emana da Palavra de Deus. Veja Mt. 5:14,leiam também Mt 10:24-31.

Deus nos ampare em seu amor.

V.D.M.I.Ae.

republicação revisada.

Não nos basta a Nova Aliança?


Fuçando por ai nesse intrincado da internet nesses inúmeros locais todos indicados pelos famosos, WWW, encontrei vários textos, vídeos, afirmações, certezas, provas, sic, sobre tudo desde como fazer uma picanha assada sem fogo, como cozinhar um ovo sem fogo, como retirar facilmente a casca de um ovo cozido, até mesmo debates a respeito das provas documentais históricas da ressurreição de Jesus Cristo.
 Vários autores e ou estudiosos gastaram rios de tintas, cujos nomes não vou expor aqui, até porque acho irrelevante, declaram que dedicaram suas vidas para a comprovação historiograficamente de que seguramente Jesus Ressuscitou.
Outra coisa que me causou espanto, é que até Deus está em debate... (querela, Debater, examinar, investigar, tendo em vista provas e razões pró e contra.).
O que esta me causando espécie é que se por um lado existem tantos que Debatem a Deus, na busca de ter em vista provas e razões pró e contra, como diz o dicionário, outros tantos se entregam a discutir e ensinar as coisas de Deus tão somente com, eu ouvi uma voz, eu senti em meu coração, quando não, com o famoso eu acho; muitas vezes com leituras (quase sempre e infelizmente de analfabetos funcionais, confiando mais nos seus sentimentos, e ou o que é pior em seus interesses de ordem pessoal, a deitar falações com afirmações no mínimo esdrúxulas, para não afirmar doentias.
Já há algum tempo eu mesmo dizia: “o viver é muito simples, mas nós complicamos tudo”, crendo que isso era uma frase originada na experiência acumulada nas sessenta e poucas órbitas em torno do sol de minha vida, nesta linda jóia chamada terra, até desconfiar, que eu não era nada original, isso deveria com certeza estar consignado no Manual da Vida, para mim e Bíblia Sagrada para muitos
Pois é, la sempre esteve, leia Eclesiastes; 7: 29.
Pois é ao andar por este mar da web, parei em vários portos tidos e havidos como evangélicos, sic est., e me defrontei com coisas das mais singelas às mais absurdamente hilárias não representassem coisas profundamente preocupantes, no tocante à singeleza da mensagem do Reino de Deus.
“Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo” na linguagem de hoje ou na versão Almeida, revista e atualizada que diz: “Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astucias” que “no es lo mismo pero es igual”
Vejam isto, após sua ressurreição , Jesus apareceu aos discípulos no cair da tarde, quando Tome não estava presente, leia em João 20: 19-25, veja que quando o ausente foi informado do ocorrido declarou: - “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei”; que belo cientista estava se declarando Tomé, pois só poderia acreditar em provas palpáveis (lato sensu).
Mas o Manual da Vida mais adiante fala novamente de outra aparição de Jesus aos discípulos, agora com a presença de Tomé, após dirigir-se a todos com a saudação - A paz seja convosco, Jesus diz a Tomé “Põe aqui teu dedo, e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado, não seja incrédulo, mas crente.
E faz uma das declarações das mais maravilhosas entre outras tantas feitas no seu ministério:
“Porque me viste creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.”
Teria eu necessidade de um curso superior, de provas históricas para saber ou ter certeza da Ressurreição?
Não estou defendendo que nos mantenhamos ignaros das verdades exaradas na Bíblia e ou deixemos de estudá-la, o estudo e o conhecimento são frutos da sabedoria, mas não percam de vista que: “O principio da sabedoria é o temor a Deus”
Quantos Tomés temos em nossos dias, Tomes de todos os tipos:
Só acreditarei em Deus se  ele me der a casa dos meus sonhos.
Só louvarei a Deus se ele me conceder a benção de um carro novo.
Só  terei verdadeira fé se Deus me conceder  esta ou aquela benção.
Et coetera, Et coetera...
Pois o que estamos vendo hoje é senão  o cumprimento da segunda parte do texto de Eclesiastes 7:23, Deus nos concedeu um caminho para a vida eterna de maneira dolorosamente simples: João 3:16 e seguintes, simples não?
Pois é, e nós neste dias estamos complicando tudo.
Será que a historia registrou a ressurreição, seria o sudário prova confiável?  Onde está o túmulo?   Que provas seguras eu tenho desses fatos?
Será que só acreditarei se me for revelado por um anjo?
Não nos basta a Nova Aliança selada com o Sangue de Jesus na cruz?
Pobres, é isso que somos na verdade.
Pobres de conhecimento, pobres de entendimento, pobres, em resumo, de fé.
Tenha Deus em seu infinito amor, misericórdia de todos nós.
E saibam todos que:
V.D.M.I.Ae.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Deus nos fez simples e direitos,mas nós complicamos tudo (*)


Temos lido ultimamente em várias publicações, evangélicas ou não noticias a respeito de um avanço dos pastorastros a caminho da hegemonia do pensamento dito evangélico: -- Já tem um papa gospel, não vou citá-lo, pois se o dito cujo decidir acender a fogueira da inquisição contemporânea o primeiro churrasco serei seguramente eu, posto que fraco e desconhecido.
As profetadas estão ai a dar com pau. É o fim do mundo, arrebatamento, e novo esquema de gerir as finanças, da Igreja, de dizer que dízimo é obrigação, oferta tem que ser generosa e maior que o dízimo e outras coisas que tais, como ventos de prosperidade, dízimo antecipado... Vamos ficar por aqui.
Tem por ai até igreja fornecendo grátis, para os fieis uma planilha formatada para os fieis controlarem suas finanças com um item sob o título: Investimento no Reino com os subitens - Dizimo ofertas voluntárias, ofertas na Igreja, ofertas alçadas, ofertas na célula, etc, percebam o “Investimento” a sugestão subliminar de retorno, juros, vantagens... tem até igreja fazendo uma regulamentação farisaica do dízimo vide: http://www.arcauniversal.com/iurd/noticias/saiba_como_devolver_o_dizimo_corretamente-3522.html
A cada dia que passam eles os pastorastros, estão se revestindo de arrogância e truculência, não se espantem se dentro em breve ouvirmos que irmãos que questionam atitudes desses refolhos vierem a ser agredidos fisicamente, já que moralmente o são: “Por acaso o Senhor sabe mais que um pastor?”
Pois esses tais pastorastros descobriram que devem aumentar a sua cobertura guardachuval unindo-se em esquemas espoliativos dos incautos, às vezes me pergunto: Incautos? Ou pessoas que querem levar vantagem em tudo, até com Deus.
Isto posto, esperem; pois caso esses esquemas de controle de dúzias se desenvolver em regiões brasileiras nas quais a cultura das letras é apanágio de poucos, infelizmente iremos assistir acontecimentos estarrecedores.
Precisamos de uma nova Reforma da igreja...
Vou ousar no que vou afirmar, desde já deixo claro que não estou lastreado em tese, livros, pensadores, pastores, mestres e outro qualquer esquema, mas apenas somente em pensar, pensar, pensar... Não sou dono da verdade, mas sempre gostei e gosto que as palavras signifiquem o peso que elas trazem em si.
Dai, fui buscar a palavra REFORMA, encontrei: v. 1. Tr. dir. Tornar a formar; dar forma melhor e mais aperfeiçoada a. 2. Tr. dir. Mudar, no todo ou em parte; reorganizar, atualizar.
A afirmação a seguir pode parecer estranha, a primeira reforma, não aconteceu, a bem da verdade e da exatidão.
A igreja de plantão no século XVI não foi reformada.
A busca da reforma da igreja foi uma incessante e insistente, pelo menos desde o século IX; uma aspiração que persistiu por cerca de setecentos anos. Aqueles que nesses sete séculos lutaram se manifestaram em busca de um retorno ao evangelho que nos foi deixado pelo trabalho de Cristo; que não tentou reformar a antiga hierarquia religiosa de seu tempo, sacerdotes inocentes diante do que vemos hoje, mas veio cumprir a Lei e instalar o Reino, através de uma lei suave, o amor, primeiro pela aceitação da NOVA ALIANÇA, firmada com seu próprio sangue, mas nesse período de setecentos anos os que levantaram a voz contra os desmandos dos Patriarcas de então, foram queimados em Santas fogueiras inquisitoriais, e assim foi não só nesse período considerado, mas por muito tempo depois do século XVI.
Se atentarmos bem para a historia, veremos que a conjuntura, principalmente na Europa Central, propiciou a ação aos que desejavam uma reforma da igreja, e levantando suas vozes, encontraram um caldo favorável para a divulgação e efervescência dos ideais e idéias de pessoas como Lutero, Zwinglio
O fato de a Suíça e a Alemanha serem federações, onde os atos políticos eram, por norma, acertados em Dietas ou assembléias, reuniões dos nobres eleitores, por voto majoritário depois de amplo debate, permitiu que essas idéias da volta ao evangelho puro fossem debatidas e expostas.
O nascimento da imprensa que permitiu a divulgação dessas idéias em inúmeros exemplares ao alcance de muitos.
O nascimento de um grupo social que ia se enriquecendo com o comercio nascente e que em razão desse enriquecimento está ávido de conhecimento e de estudo, o que anteriormente era privilégio de nobres e do clero, permitindo um campo fértil para a discussão desse novo ideário.
A publicação da Bíblia nas línguas nacionais, tornando-a mais acessível o povo.
Além desses fatos diria eu locais, tivemos ainda uma luta entre o Chefe da Igreja de Plantão com alguns nobres que almejavam hegemonia de poder, disputando no campo militar e no campo de intrigas e conchavos, que permitiu certa paz aos divulgadores dos ideais de uma reforma, até mesmo a ameaça de invasão por parte dos árabes nas áreas vizinhas, que fez com que o Imperador de plantão (Carlos V) tolerasse o desenvolvimento da reforma que ia se processando em algumas áreas na Alemanha e Suíça, em troca de tropas para atender a ameaça dos árabes.
Todos esses fatores propiciaram tempo e relativa liberdade para que se desenvolvesse gradativamente os conceitos de retorno ao evangelho puro no seio do povo.
Nos locais onde o evangelho há muito sido pregado em sua simplicidade e força, este foi facilmente adulterado pelos sevandijas da época, fazendo pequenas alterações gradativas, torcendo lá e cá textos bíblicos, criando decretos, distorcendo documentos e ludibriando seus ouvintes, envolvendo-os com sutil esperteza.
Quero me dar à liberdade de pensar que muitas pessoas de então também se sentiam ludibriados, e descontentes com os abusos, mas submetidos pelo poder do clero, as ameaças de excomunhão, das ameaças das fogueiras e dos afogamentos os mantiveram calados até o século IX quando aqui e ali surgiam luzes da verdade que eram logo suplantadas pela luz das fogueiras santas...
Quando o evangelho penetrou na Europa central, ele já chegou eivado de vícios e deturpações da igreja de plantão, foi adotado pelo povo como verdadeiro dentro da forma que lhes foi pregado.
Quando os reformadores com seus artigos publicados e suas pregações começaram a espargir a verdade do evangelho permitiu ao povo confrontar o velho com o novo e a usar a Bíblia como pedra de toque, isso introduziu um oxigênio revigorador, no meio de uma fé anaeróbica de então.
Na Europa central houve uma reação forte e eficaz, a ponto de ser o século XVI um divisor da História dos homens... O Renascimento da liberdade das artes, da fé, da cultura, o obscurantismo mantido por uma religião que favorecia a superstição, foi sepultado no mundo
Faltou nesse período à pá de cal, que seria a REFORMA da igreja de plantão dita católica e romana.
Mas, o que verdadeiramente ocorreu foi um cisão com a igreja arcaica ainda envolvida em vícios, erros e desmandos que teve que varrer para baixo do tapete da Contra-Reforma.
O que surgiu foi igreja com o devido respeito Reformulada, pouco mais ou pouco menos, mas, com uma volta plenamente oxigenada pela liberdade responsável diante de Deus, uma nova moralidade, uma nova ética, a valoração do ensino e da cultura ao alcance de todos, ricos e pobres, homens e mulheres, e uma revalorização das relações político-sociais.
A igreja, aquela pregada pelos apóstolos que fora subvertida e açambarcadas pelos interesses e ganância de seus dirigentes teve que se adaptar aos novos ventos libertários para não ver a maioria de seus seguidores se bandear para o lado oxigenado da fé, fazendo ajustes, coibindo alguns desmandos, mas mantendo seus principais erros até os dias de hoje.
No arraial dos reformulados explodiu desde o principio o ego de alguns diante da liberdade propalada, e desmandos também foram feitos em nome de Deus.
A igreja dita romana era dominada por um poder centralizador e hegemônico, com um esquema clerical hierarquizado, prosseguiu perseguindo o evangelho verdadeiro pelo mundo de então, com o beneplácito de governos dominados por nobres flácidos de poder e de moral, para os quais o interesse pessoal valia mais do que tudo.
A Igreja reformulada, através de seus mais proeminentes pregadores, desde logo percebeu que o seu desenvolvimento e progresso, passariam necessariamente, pelo ensino, pela necessidade da criação de um povo minimamente desenvolvido nas artes culturais, aonde a necessidade básica e o saber escrever, ler, na língua nacional, previram também a necessidade de preparação das jovens mulheres preparando-as para uma vida plena na sociedade que se afigurava livre das amarras de um clero que até então haviam mantido a sociedade escravizada com ensinos extra-biblicos, lastreados em doutrinas eivadas de filosofismos distantes das verdades registradas nos evangelhos.
O século XVI sofreu um impulso tão grande que muitos historiadores que debruçaram seus olhares imparciais nesse período não se furtam em afirmar que todos os campos da vida humana foram permeados por um avanço, educacional, moral, político, e social tão grande sob o manto da restauração da verdade simples do evangelho, que o distingue dos séculos anteriores.
Mas a igreja de plantão hegemônica, que teve suas ambições contrariadas, mergulhou na busca de retomar seu antigo poderio, em alguns estados aonde a revolução efetuada com a bíblia e o ensino de todas as classes sociais, não fora suficiente forte para dominar a sociedade, se lançou em campanhas dominadoras através do que foi chamado contra reforma, inquisição, e outros processos que recolocavam seus fieis que buscassem um pouco de luz espargida pela igreja reformada através de seus escritos, sob o foco da “justiça” de seus tribunais eclesiásticos. Foram acesas muitas fogueiras santas para corrigir os erros; segundo eles.
No arraial dos reformados, por não existir um poder centralizador, pois um dos sustentáculos do ideário dos evangelhos é o sacerdócio universal, e o Senhor da igreja; a Cabeça do corpo da igreja estar centrado em Jesus Cristo inicia-se nesse mesmo período os desmandos dos menos preparados para compreensão da liberdade obtida na cruz, promovendo toda uma sorte de desmandos em nome do evangelho.
Fatos esses que propiciaram a igreja hegemônica usar desse argumento para querer reafirmar serem a única igreja verdadeira, já que possuíam uma só doutrina, e tradição, segundo eles, seu chefe remontava a Pedro o apóstolo, um só comando, enquanto no meio dos evangélicos explodiam grupos pró isto ou aquilo.
Passados alguns séculos desde os gloriosos tempos da luta, verdadeira batalha para o retorno do evangelho, período que cobrou muitas vidas em defesa das verdades cristãs, em uma época de maiores liberdades sociais, estamos vivenciando momentos estarrecedores, onde a incultura, e a ignorância se alastram como erva daninha sem controle, da qual os sevandijas se valem para a implantação de doutrinas espúrias lastreadas em sonhos, visões e outras idiotices, por meio das quais são submetidos a servi-los em suas megalomanices.
Uma escola ineficaz, pais não compromissados com transmitir valores sociais a seus filhos, interessados somente em formá-los para o enriquecimento, despidos de valores éticos e religiosos, uma sociedade que a cada ano entrega diplomas a uma multidão de analfabetos funcionais.
Só podíamos desembocar neste caos, político, social e religioso evangélico mercantilizado e arrecadatórios para a manutenção de programas suntuosos sob a mistificação de estarem pregando o evangelho, sim, mas qual evangelho? O verdadeiro?
Não um pseudo-evangelhos do enriquecimento no aqui e agora, e quando são acusados disso nos, da busca de bens, e quando assim são confrontados, nos acusa de querer pregar um evangelho de miséria.
A verdade do evangelho de Jesus sempre foi segundo minha experiência de vida, é exatamente ao contrario, vi famílias muito pobres e mal vestidas, morando em locais precários, quando da aceitação do Evangelho do Sr Jesus, principiarem por remeter seus filhos à escola, cuidarem melhor de suas casas, direcionarem seus esforços para uma melhor mudança no rumo de seus parcos recursos, e em não muito tempo depois estarem muito longe da miséria dos primeiros dias.

Mas o que temos nos nossos dias, pastorastros que se quer disfarçam o luxo com que se vestem; os relógios de ouro que portam: os palacetes e os carrões, aviões etc., que possuem: que arrancam de um povo despreparado e enganado no tocante ao verdadeiro evangelho, que quando lhes é pregado, só lhes é dado conhecer textos retirados do seu contexto, ao sabor dos interesses dos pregadores, que os iludem em uma busca ilusória de seus sonhos, pelos seus sonhos, e em nada apresentando modificações em suas vidas de ordem pessoal. Já desde os anos sessenta me espantou e espanta o fato de que a moralidade e a criminalidade crescem em locais aonde cresce o número dos ditos evangélicos, quando a verdade histórica da reforma do século XVI, nos mostra que era exatamente ao contrário.
Afora algumas seitas que vendo esvaziar seus suntuosos templos, mantidos a custa de engodos, e promessas vazias antibíblicas, apelam para pregações ameaçadoras, do tipo: “Não saia de nossa igreja, pois o demônio irá vos dominar”, citam ocorrências como o caso da queda dos prédios no Rio de Janeiro, como obra do capiroto para atingir ex-obreiro e ex- pastores.
Aonde iremos parar?  Sinceramente eu não sei.
Hoje tenho absoluta certeza, que a única, cabal e possível Reforma da igreja, hoje auto denominada evangélica, é tão simples e facilmente realizada, tanto que é considerada utopia, sonho louco.
A volta aos ensinos puros e simples do evangelho da nova aliança, é isso é coisa que não necessita de multidões, isso deve começar pelo templo reconstruído por Jesus Cristo na sua vitoria na Cruz, o templo no qual habita o Espírito Santo. Isso mesmo, a reforma tem que começar por mim que estou escrevendo, você que esta me lendo...
Isso mesmo é simples assim, e por ser tão simples é que se torna muito difícil, ou seja, é uma loucura, pois não depende de nada mais do que eu, comigo mesmo e o Sangue purificador de Cristo.
E a igreja, como fica?
De qual igreja estamos falando, da que esta construindo um templo tão fabuloso quanto ao que construiu Salomão? Da igreja que te convida a adquirir o carne da dos setenta mil ofertando setenta reais? Da igreja que implanta em seu esquema as tão famosas células. Coisa reavivada dos Cursilhistas, ou dos Comunistas que mais serve para subordinar as pessoas do que levá-las ao Caminho e a Verdade (Cristo). Ou seria a igreja do pregador que não tem amor suficiente para sofrer contraposições de suas idéias recém modificadas, ontem atacava, hoje as defende, chamando aqueles que o fazem de “Idiotas, desocupados, despreparados,” para usar somente as ofensas mais palatáveis, que se esqueceu do verdadeiro evangelho do amor, que tudo suporta.
Qual igreja verdadeiramente queremos-nos?
Que sacerdote queremos, para nos orientar? O Sumo Sacerdote da nova aliança, ou esses novos sevandijas, que a cada dia se arvoram com novos títulos vazios?
Eu e minha casa queremos seguir o Caminho a Verdade e a Vida, queremos estar plenamente debaixo da Nova Aliança, firmada com o Sangue do Cordeiro que tira o pecado do mundo.
Perdoem-me este exercício de angustia diante de tudo o que está aí...
Possa Deus ter ainda, misericórdia de todos nós.

Pois a única verdade é que:
V.D.M.I.Ae.
Republicação.
(*) Eclesiastes 7:29

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os sacerdotes da deusa OCAP atacam novamente

Juntos num só ritmo

Escolas
Hospitais
Transporte coletivo
Trânsito
Segurança
Ética
Etc.

Devagar quase parando
até
Porquê
Não
Se faz
Uma copa de futebol
Construindo
hospitais
assim disse um dos arautos da deusa ocap.


Justiça, somente a divina em razão de a única verdade em tudo isso é a que declara que:

V.D.M.I.Ae.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não se faz copa do mundo construindo hospitais, ou "os pobres sempre os tereis convosco"



01Dez

“Agora no COL, Ronaldo defende investimento em estádios: 'Não se faz Copa com hospital'
por Tiago Leme, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br

"Acho que se gasta em tudo. Está sendo gasto também muito dinheiro em saúde, segurança, mas vamos receber uma Copa. Sem estádio não se faz Copa. Não se faz Copa do Mundo com hospital. Tem que ver o que você quer, o que é melhor. Não faço parte do governo. Só tenho certeza que vou fazer o melhor para termos a melhor Copa do Mundo", afirmou Ronaldo.




Antes de continuar a ler, dê uma olhada neste link. depois volte aqui novamente.
Vocês tem ideia do que irá acontecer com Dra.Angêla?
Se  não for exonerada, será mandada para um posto de saúde na periferia, bem longe da cidade.Infelismente é assim que é o Brazil, aonde não se faz Copa do Mundo construindo hospitais...
Percebam por estes fatos, como a igreja está interessada no povo, esse mesmo tipo de povo que no passado lá de 2012 anos seguiam um caminho de renovação espíritual, tal qual hoje buscam lenitivo para seus sofrimentos, depois de serem espoliados por politikos e sevandijas igrejeiros salomonicos e outros mais, mas não dá para não protestar. viva a copa que não se pode fazer construindo hospitais


Eu, e quero acreditar muitos outros, que temos uma visão de nossa gente, aqui do chão, e não de dentro de limusines, nem de helicópteros, muito menos de sacadas de grandes hotéis, QUEREMOS MELHORES SALARIOS PARA TODOS OS PROFESSORES DESTE PAÍS,
QUEREMOS MELHOR ATENDIMENTO NO SISTEMA DE SAUDE, SEM ESPERA DE MESES PARA UMA SIMPLES CONSULTA MÉDICA,  QUEREMOS O ATENDIMENTO IMEDIATO DE TODOS OS DOENTES, QUEREMOS RESPEITO, COM  NECESSITADOS, QUEREMOS ACABAR COM A FOME NESTE PAÍS QUE SE DIZ EMERGENTE.
QUEREMOS UMA EDUCAÇÃO DE  QUALIDADE E NÃO BLÁ, BLÁ.
QUEREMOS FACULDADE PARA TODOS E NÃO VESTIBULARES  DISCRIMINATORIOS .
QUEREMOS SALÁRIOS DIGNOS E NÃO SALARIOS MÍNIMOS.
QUEREMOS SEGURANÇA QUE NOS DEVOLVA A LIBERDADE DE IR E VIR SEM SERMOS CONDENADOS A MORTE POR POSSUIRMOS ALGUM MÍSERO BEM.
QUEREMOS RESPEITO DE TODOS, PRINCIPALMENTE DAQUELES A QUEM ELEJEMOS PARA NOS REPRESENTAR NO GOVERNO.
QUEREMOS DEIXAR CLARO, INCLUSIVE PARA VOCE RONALDO QUE EU SOU POVO, LOGO SOU GOVERNO...
RONALDO, VOCÊ PERDEU UMA GRANDE OPORTUNIDADE DE FICAR CALADO, MAS MESMO ASSIM QUE  DEUS POSSA TER MISERICORDIA DE VOCÊ  E  DE TODOS NÓS  VITIMAS DE UM GRANDE NÚMERO DE SEVANDIJAS..
Um barão indgnado, me perdoem todos vocês que lêem  este inútil escrevinhador,



Gravem em suas mentes,
Verbum Domine Manet  IAeternum
V.D.M.I.Ae

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Saudades da Casa de meu Pai...



Em publicação anterior, coloquei um tema dos relacionamentos havidos e necessários desde o nosso nascimento.  Eu ousaria dizer ninguém nasce impunemente, o nosso nascimento sempre corresponde a um encargo e a um cargo, se atentarmos bem, não se trata de direito e dever, mas de responsabilidade e dever, responsabilidade pelo encargo, dever próprio do cargo.
Ninguém nasce para vir fazer turismo, como filhos temos sim, direitos, decorrentes do encargo de nossos pais... Pai... O que verdadeiramente é isso?...  Pai.
Infelizmente, mesmo os filhos mais dedicados aos pais, só percebem seu valor, sua monumentalidade na vida, quando eles se forem.
Caso você é religioso, no melhor sentido dessa palavra, e não tem esse encargo de sua vida, às ligeiras, poderá vislumbrar a importância do Pai e da ligação indissolúvel desse relacionamento (encargo).
Dai decorrem outras implicações, que podem comprometer nosso relacionamento com Deus, um relacionamento conturbado com o nosso genitor terrestre, fatalmente irá comprometer nosso relacionamento com nosso Pai, o criador.
O que estamos assistindo em nossas instituições? A começar pelo que chamamos de sociedade, seria melhor dizer aldeia?
Nossa aldeia é composta, quando não somente pelos parentes de sangue; suportando-se os agregados (cunhados, tios, nora, genro etc), e a muito custo, amigos que privam conosco das mesmas idéias, torcem pelo mesmo time de futebol.
A meritologia, no emprego, cede lugar à subserviência, no popular, puxa-saquismo, pelo “você tem que dar o sangue pela empresa” que em outras palavras quer dizer, ser explorado sem mugir nem tugir, ainda que seus filhos nunca te vejam, pois a empresa vem antes da família.
Isso em nossos dias entrou porta adentro da institucionalizada igreja, como diria um velho amigo de infância: cuja qual, não encontrou ata de fundação na bíblia, a menos que concorde com a tão combatida e combalida afirmação de que Tu és Pedro e sobre esse Pedro, desculpem pedra vou fundar minha igreja...
O que encontrei, é a afirmação de Jesus, aos apóstolos que estavam encantados com a magnífica construção do Templo em Jerusalém, “Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada”. Ah tá bom, dizem alguns, isso se cumpriu no ano 71 etc, etc, etc.
Também com certeza não foi sobre Pedro, pois a pedra angular rejeitada não foi este, mas Jesus,     de uma olhadinha ali em Efésios 2: 18 até 22; alguns que estão lendo o quê este velho professor está digitando aqui já devem estar a perguntar?
-Aonde esse ancião de setenta e duas órbitas terrestres e meia quer chegar com esse  blá,blá,blá?
Eu respondo, quero sufocar a enorme saudade do tempo em que ir a igreja era apenas encontrar os irmãos, o Orestes, D. Neide, o Daniel, a Ana Maria, D. Menininha, o Jorge, sua esposa a Santinha, e seus filhos, O Irineu, o Moyses e D.Teresa,, minha irmã e vó honorária D.Maria Alves, seus filhos e netos,Dona Natalina e muitos outros que  as muitas órbitas percorridas já começam a tornar seus nomes,vagas lembranças nas brumas dos pensamentos.
Verdadeiramente éramos uma  grande família que tinha por Pai a Deus, por irmão Jesus, e tínhamos um Pastor na mais completa acepção dessa palavra, que nos levava aos pastos verdejantes da Palavra de Deus, nos orientava e ensinava o caminhar nessa trilha estreita ao pé da Cruz, estava conosco quando dos momentos  inevitáveis de tristeza,  e também estava conosco nos momentos de alegrias e festejos,  alegrando-se nos nossos jovens momentos de alegrias e de divertimentos saudáveis, nos incentivando a crescer, assumir responsabilidade não só por nós mesmos, mas pelos outros.
Saudades dos tempos em que nossos cantos de louvores pela imensa bondade de Deus, para com a vida de todos nossos irmãos  e de nossos amigos, expressava verdadeiramente um sentimento de Glorificação de nosso Pai, por ter nos dado o Seu filho para nos permitir ali estar e sentir  verdadeiramente a sua presença.
Saudade do tempo em que nossa Igreja era verdadeiramente a Casa de Deus nosso Pai, aonde tínhamos a indizível satisfação de nos reunir, nos abraçarmos e conhecer os novos que se achegavam para compor coro dos que cantávamos  hinos, acompanhados por um harmônio ou órgão, letras  que exaltavam verdadeiramente a Deus, reconhecendo-O e legitimando-O como soberano Pai e misericordioso com as nossas imperfeições.Era comum então ao fim do culto, as famílias esquecerem-se do tempo, e espontaneamente, alguns irem para  as instalações do templo e aprontar um café um chá, o que fazia com que, outros se prontificavam como dispensadores, servindo  as crianças, aos mais idosos, aos visitantes. Me parecia então que todos não queriam se ausentar uns dos outros.
Éramos  verdadeiramente uma família...
Não me ocorre o tempo preciso, mas começou a se insinuar em nosso meio, os louvadores, que iam substituindo o canto congregacional, com louvores individuais, cantados  não mais de frente para o altar, mas de frente  para a congregação, ao fim do qual pediam:
-- Vamos aplaudir... Jesus...
-- Jesus?
Começaram as revelações, os sonhos, as determinações, as afirmações de que se você estivesse doente, você não estaria em comunhão perfeita com Deus.
Começaram os pedidos para a troca das cadeiras do templo por bancos, por assim o templo ficaria mais bonito, os sonhos, as determinações e outras sevandices do tipo.
A urgência para ir para casa passou a ser norma, o culto diziam tinha que ser quente, fazer descer fogo, tinha hora para o inicio, mas não a tinham para terminar, orações ditas a cada dia em tom mais alto, gritado mesmo, como se fora Deus surdo.
Orações que na maior parte das vezes não passava de repetições de trechos bíblicos recheados de promessas divinas, que eram recitados e cobrados de Deus, pregações exaltando os heróis do velho testamento e enfatizando as promessas, de Cristo nem uma só palavra; os cultos passaram a ser ruidosos irracionais e perturbadores do silencio e da introspecção, o louvor passou a ser a cada domingo uma renovação de um espetáculo, agora com bandas formadas por irmãos que se diziam levitas e detentores do dom do louvor verdadeiro.
Em meio a toda essa balburdia, já não nos permitia falar ao Pai, falar com o irmão que já não via há uma semana, tinha que bater palmas, dirigir palavras de ordem ao vizinho do lado ou ficar repetindo, aleluias e ou améns sem fim solicitados pelo pregador de plantão que a guisa de oratória já não falava, mas gritava, não sei se para expressar ênfase em suas falas, ou para poder ser ouvido em meio à algaravia da congregação, onde se misturavam gritos de aleluias, choro convulsivo e orações gritadas.
Tudo o que foi escrito até aqui, é na verdade para desabafar, a imensa saudade da casa do meu Pai, há uns tempos atrás ia até um templo católico romano, para poder me sentar em um daqueles bancos e ouvir no meio daquele silencio, o meu coração batendo em um ritmo constante e firme, e a esse ritmo dizer ao meu Pai, o quanto eu o louvava pela vida que apesar do tempo e por sua pura e forte misericórdia ainda me anima a confiar na sua salvação, orar pelos amigos, vizinhos, pelos professores de meus descendentes, enfim, no meio daquele silencio, pedir perdão pelas muitas mazelas de minha vida, pelos pecados de omissão.
Sim minha gente, saudade da casa do meu Pai.

Que Deus possa ter paciência e misericórdia de todos nos.

A única certeza é que:
V.D.M.I.Ae.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Buscar a verdade?


Oi meus queridos leitores, de certeza só tenho um número restrito, aos quais e também aos eventuais, devo pedir perdão por perpetrar umas tantas sandices no alinhavar algumas idéias.
Ao criar este espaço digital, o fiz por incentivo de uma neta, estudante de tecnologia da informática, que na época cumpria estágio criando paginas de um blog para a escola e para os alunos; na oportunidade havia me insurgido, com o pastorastro que havia assumido a igreja, no sistema itinerante do pastoreio da denominação.
A razão da insurgência era a não concordância da adoção do sistema G12, na igreja local, que alias já dominava igreja da mesma denominação da região.
Apesar de documentos oficiais oriundos da Mesa do Concilio Geral (reunião de todos os Bispos de todas as regiões eclesiásticas) após um “Profundo estudo, e muita oração” terem classificado esses sistema como herege e nocivo para a saúde evangélica do rebanho, e via de conseqüência terem vetado a adoção nas igrejas locais, os ditos pastores estavam engodando os membros dos concílios locais, desconhecedores dos objetivos Gdozistas, inclusive usando da informação verdadeira,  para melhor os engordar, de que John Wesley fazia uso desse sistema: Evangelização em pequenos grupos.
Em um concilio local visando à aplicação desse sistema, eu no uso de direito como membro de me pronunciar, questionei os objetivos, que os pastores vinham sub-repticiamente introduzindo na escola dominical, com ênfase em personagens heróicos do antigo testamento, e testemunhos do crescimento astronômico da igreja que já havia adotado o sistema de células, quando os questionei durante o concílio e em aberto na assembléia, tive a minha palavra cassada e vetado de dar novas opiniões.
Questionados no que diz respeito à ilegalidade diante dos regulamentos da denominação, recebi como resposta:
Por acaso o Senhor Sabe mais que um Pastor?
Minha resposta foi que com certeza sabia muito mais do que um pastor Gdozista que havia, a convite do Superintendente pregado na semana anterior, fazendo uma enorme confusão entre o Apostolo João e o precursor dos caminhos do Senhor Jesus, o João O batista.
Fui novamente instado a ficar calado, e não mais me pronunciar, mesmo que se  tratasse de questão de ordem.
Não me restou alternativa, já que as falas seguintes dos pastores foi querer denegrir o nosso conhecimento bíblico, justificando que Jesus foi o primeiro a escolher doze apóstolos e etc, etc, e que era muito importante que cada membro, até mesmo nossa Irma Maria A. que tinha na época noventa e dois anos de idade e cerca de oitenta anos como evangélica, teria que se submeter a comparecer ao Encontro Tremendo, a reunião do “Encontro com Deus” que esse era o único meio de se chegar a Deus; levantei-me, e ato continuo a minha família, mesmo desautorizado a falar disse:
“Se vocês querem caminhar para o abismo do inferno e da blasfêmia, já que esse senhor (o superintendente) e seu sequaz(*) acabam de dizer indiretamente que a cruz e o sacrifício de Cristo não te aproximam de Deus, só me resta retirar-me pelo que peço desculpa aos irmãos, mas a esses dois blasfemos meu respeito vai somente até a página dois, daí em diante que Deus possa ter misericórdia de ambos.” E ato continuo me desadunei.
A citada neta ao chegarmos em casa me disse com todas as letras:
Vô, você tem tantas coisas a falar, crie um blog e escreva ali as coisas que você tem a dizer.
Bem, aqui mais uma vez está a origem deste espaço, criado sob a égide de “A busca da verdade em meio ao caos religioso vigente neste século”.
Hoje estou me dando conta que sempre tive a verdade diante de mim, e ou em minhas mãos, mas me parece que como todas as demais pessoas, nossos olhos e atenções se voltam para lideres, que depois de muito estudo não conseguem diferencias pessoas, bíblicas ou não, que a maior parte das vezes nos voltou a ritualismos, declarações bombásticas, e ou atitudes as quais eu muito ousadamente chamo de fazeismos (não tem em dicionário nenhum, até onde eu sei), mas eu explico, é a vontade de satisfazer ansiedades e ou medos interiores com o fazer, fazer, fazer, seja lá o que for; que na maioria das vezes se torna um rapapé ao líder religioso, olhando-o como alguém superior, o mediador entre Deus e eu mísero pecador, ignaro, que não tem o conhecimento que ele “homem de deus” tem.
Disso se aproveitam os sevandijas (**) e sacripantas (***), como verdadeiros estelionatários da verdade, que eu mesmo decidi procurar, sem me dar conta que desde há muito estava a meu dispor.
Bem se você leu até aqui, é bom saber que eu embora tendo a verdade ao alcance, estava procurar por aí.
Tanto eu como você estamos de posse dessa verdade, ou será que você não possui uma Bíblia?
Tem! Que ótimo, então vamos lá; apanhe-a e leia em João, cuidado, o evangelista, não o Batista, pois este não teve tempo de escrever nada, segundo penso eu, mas voltemos, leia em João Capítulo 4 versículos de 1 a 15, preste muita atenção no versículo 6, aí esta a verdade, simples não?  Então qual a razão, motivo ou circunstancia de procurá-la alhures (***)
Deus tenha misericórdia de todos nós.
E saibam todos quantos virem isto, que:
V.D.M.I.Ae.
(*) sequaz =  que segue habitualmente,pessoa integrante de um bando ou partido.
(**) sevandija = Pessoa que vive às custas dos outros.
(***) sacripanta = Pessoa falsamente beata.
(****) Alhures = noutro lugar, noutra parte.