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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A verdadeira felicidade está...


Pensamentos lapidares acomodados para o uso de seguidores da Teologia da Prosperidade e ou seguidores Gdozistas e que tais...

-A verdadeira felicidade está nas pequenas coisas: ... Uma pequena mansão, um pequeno iate, uma pequena fortuna...

-Quem nasce pobre e feio, tem um grande potencial  para que à medida que cresça desenvolva ambas as condições.

-Peixe que luta contra a corrente... Morre eletrocutado.

-Uma consciência limpa... É um sinal de má memória.

-Aquele que é capaz de sorrir quando tudo está dando errado... É porque já planejou a quem culpar.

-Quem ri por último, é porque pensa muito lento.

-Se você não pode convencê-los, confunda-os.

As frases acima seriam hilárias, se não  refletissem o que verdadeiramente pensa a maioria.
"Se no e vero e ben trovato", como dizia meu velho avô Benedetto.

Barão num dos raros momentos de descontração.

A única coisa verdadeira é:

V.D.M.I.Ae.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Protestante ! Qui qui é isso?


Olá meus caros irmãos e amigos, estou saindo hoje do marasmo do inverno de idéias e de certa indolência, para sentar-me no sofá e apanhar esta máquina malucamente prodigiosa chamada laptop e depois de dar uma passadinha pelos jornais que costumo ler, abrir o Word e começar a alinhavar este amontoado de letras.
Neste momento me bateu no meio da cachola:
O que escrever? Ainda bem que isto é escrito caso contrario haveria um lapso, não, não é lápis é lapso mesmo, um intervalo silencioso de quase uns sete minutos, de um vazio, quase beirando ao vácuo perfeito.
Bom, achei oportuno retomar a idéia do “Será que ninguém leu isto Antes?
Ocorreu-me a razão pela qual os reformadores, ou melhor, o que queriam o retorno ao evangelho puro, lá no século XVI foram chamados de protestantes.
O protestante, ou melhor, aquele que protesta, quase nunca é visto com bons olhos, pois é aquele que refuta uma idéia errônea, se levanta contra um ato ou uma atitude que considera inadequada, imprópria, logo assim, seu Boa faia, Senhor Dormir mais cedo, e senhor Vaidormir seu Santiago, Lutero e caterva seriam classificado por V. Senhorias “blogueiros” em busca dos quinze minutos de fama, enciumados do sucesso dos Bispos, dos vendedores de indulgências, etc.
Bom, assim pensando, os blogueiros hodiernos que se insurgem contra os desmandos da igreja dita evangélica, essa igreja das maldições hereditárias, que ao invés de se resolver na cruz, acabam por se resolver com uma regressão a vidas anteriores de quatrocentos reais (o meu psicólogo cobra duzentos e cincoenta reais), e ou ritos mágicos evangélicos, ou toalhinhas ungidas de suor bento, ou sabonetes salvíficos ou ainda dancinhas rituais e ou risos descontroladamente neuróticos etc., vocês, bloqueiros não passam de meros protestantes, tal e qual aqueles la do século XVI, a diferença básica é que hoje ainda temos uma lei que nos garante a liberdade de expressão, caso contrario já estaríamos todos  devidamente queimadinhos, afogados ou a responder alguns processos, que eles não se dignam propor, pois não lhe socorre a verdade.
Assim, será que alguém leu isso antes:

“Prezados Senhores, Primos, Tios e Amigos:
Tendo nós comparecido a esta dieta, (1) por convocação de Sua Majestade e para o bem comum do império e da Cristandade, ouvimos e verificamos que as decisões da última dieta, relativas à nossa venerável fé cristã, deverão ser revogadas, e que se propôs substituí-las por determinações coativas e opressivas.
O Rei Fernando e os demais comissários do império, apondo suas chancelas `a última Suspensão de Espira, prometeram, não obstante, em nome do imperador, cumprir fiel e inviolavelmente tudo quanto esse documento continha e nada permitir que fosse contrario a ele.
Da mesma forma também vós e nós eleitores, príncipes, prelados, senhores e delegados imperiais, nos comprometemos a preservar sempre, e com todas as nossas forças, cada um dos artigos desse decreto.
Não podemos, por conseguinte, concordar co a sua revogação?
Em primeiro lugar, porque julgamos que Sua Majestade Imperial, bem como nós e vós, tem a obrigação de defender com firmeza o que foi unanimemente e solenemente decidido.
Em segundo lugar, porque esse decreto diz respeito à Glória de Deus e à salvação de nossas almas, e porque, em tais assuntos, devemos levar em consideração, acima de tudo, o mandamento de Deus, que é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, cada um de nos prestando-Lhe contas de si mesmo, sem se importar, de modo algum, com a maioria ou minoria.
Não julgamos o que vos concerne, caríssimos senhores; e estamos dispostos a pedir a Deus, todos os dias, que nos leve a todos nós verdadeiramente à unidade da fé, ao amor cristão e à santidade, através de Cristo Jesus, nosso trono de graça e nosso único salvador.
Mas no que nos concerne, aderimos à vossa decisão (que todo homem honesto nos julgue!) seria agirmos contra a nossa consciência, rejeitarmos uma doutrina que sustentamos ser cristã e decretarmos que ela dever ser abolida de nossos Estados, se assim pudéssemos fazer sem desgosto.
Seria negarmos ao nosso Senhor Jesus Cristo, rejeitarmos a Sua Santa Palavra e, consequentemente, dar-Lhe justo motivo para negar-nos, por sua vez, diante de Seu Pai, conforme Ele bis ameaçou.
Que! Ratificarmos esse édito! Insistimos em que quando Deus Todo-Poderoso chama um homem ao Seu conhecimento, este não pode, contudo, receber a sabedoria de Deus!  Ah! De que tremendas apostasias não nos tornaríamos, então, cúmplices. Não só entre os nossos próprios súditos, como também entre os vossos!
Por este motivo, repudiamos o jugo que nos é imposto. E, embora se saiba universalmente que, em nossos Estados, o santo sacramento do corpo e do sangue de nosso Senhor é administrado de modo conveniente, não podemos concordar com o que o edito propõe contra os sacramentários, visto que o edito imperial não os menciona, que eles não foram ouvidos e que não os menciona, que eles não foram ouvidos e que não podemos decidir sobre assuntos importantes como este, antes do próximo concílio.
Além disso, quanto ao novo edito no tópico em que declara que os ministros pregarão o Evangelho explicando-o de conformidade com os escritos da santa Igreja Cristã, julgamos que, para tal regulamento ter algum valor, devemos primeiro, pôr-nos de acordo sobre o que se quer dizer por verdadeira e santa Igreja. Ora, visto que há uma grande divergência de opinião a este respeito; que não há doutrina segura, senão a que se acha concorde com a Palavra de Deus; que o Senhor não permite o ensino de nenhuma outra doutrina. Que cada texto das Sagradas Escrituras deve ser explicado por outros textos mais claros; que este livro Sagrado é, em tudo, imprescindível ao cristão, fácil de entender e destinado a dissipar as trevas; estamos com graça de Deus decididos a conservar o ensino puro e exclusivo de Sua única Palavra, tal como está contida nos livros bíblicos do Velho e do Novo Testamento, sem nada lhes acrescentar que lhe seja contrario.
Sua Palavra é a única verdade; é a regra certa de toda a doutrina e de toda a vida, jamais podendo folhar-nos ou decepcionar-nos.
O homem que confia neste fundamente, resistirá a todas as forças do inferno, ao passo que as vaidades humanas que se levantam contra ele, cairão diante da face de Deus.
Por tudo isso, caríssimos senhores, tios, primos e amigos, nós sinceramente vos rogamos que examineis com atenção os nossos ressentimentos e os nossos motivos. Se não atenderdes o nosso pedido protestamos, por este instrumento, diante de Deus, nosso único Criador, Defensor, Redentor e Salvador, que um dia nos julgará, bem como diante de todos os homens e de todas as criaturas, que nós, em nosso nome e no de nosso povo, não concordamos, de modo algum, com o decreto apresentado, nem a ele aderimos, em tudo quanto contrarie a Deus e Sua Santa Palavra, a nossa consciência honesta, a salvação de nossas almas e o último decreto de Espira.
Ao mesmo tempo, esperamos que Sua Majestade Imperial se porte conosco como um príncipe cristão  que ama a Deus sobre todas as coisas, e declamo-nos prontos a tributar-lhe, bem como a vós, amáveis senhores, todo  o afeto e obediência que são nosso justo e legitimo dever”

Isto que foi escrito em 19 de Abril de 1529 demonstra o caráter dos homens que se lançaram a retirar os penduricalhos que emporcalhavam a verdade de Deus; com uma declaração deste jaez estavam eles e seus súditos se expondo a sanha imperial, de primeiro perderem suas propriedades e em seguida perderem suas vidas em uma guerra.
Passaram se os séculos, e voltamos a emporcalhar a verdade da Palavra de Deus, e o que é pior não temos a estatura moral daqueles que no passado nos retiraram das trevas nos dando a verdadeira Luz de Deus para caminharmos no caminho da Salvação.
Será que nunca ninguém leu isso antes?
Deus possa na sua misericórdia estar preservando aqueles que crêem verdadeiramente em Cristo, aquele que se entregou à cruz para nos redimir e libertar.
Possa Deus ainda ter misericórdia de nós, apesar de nós mesmos.
V.D.M.I.Ae.
(1) Dieta de Spira ou Espira.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Lei ora a lei ou Não coloque vinho novo em odre velho.


tes.ta.men.to
s. m. 1. Dir. Ato personalíssimo, unilateral, solene, gracioso e revogável, pelo qual a pessoa dispõe, total ou parcialmente, dos seus bens, com observância das prescrições legais a respeito, e estabelece deveres e direitos ;que devem vigorar depois de sua morte.
Conforme  Dicionário  Michaelis
a.li.an.ça
s. f. 1. Ato ou efeito de aliar(-se). 2. Acordo, pacto
pac.to
s. m. Ajuste, contrato, convenção entre duas ou mais pessoas.
Então tá, ai acima temos as definições, que creio eu, servirão para fundamentar os pensamentos ou idéia que irei alinhavar daqui para frente, não sem antes analisar o que nos diz a Bíblia sobre as relações que desde os primeiros momentos da criação  manteve com o ápice de sua criação o homem.
Deus criou um jardim  (Gen 2:8) e deu-lhe o poder de administrar esse mesmo jardim, em palavra mais simples, Ele Deus fez um pacto, ou um acordo com o homem,  para que ele (o homem) administrasse o jardim.
Como todo o acordo ou pacto prevê; nele serão estabelecidas regras ou normas que estabelecem responsabilidades. Neste caso Deus usou toda a sua prerrogativa de criador e criou o dito jardim, e atribuiu ao homem o cuidado de obedecer ao limite estabelecido, o de não comer determinado fruto, pelo visto em Genesis, a única regra restritiva.
Temos então o primeiro Pacto,  feito por Deus com o homem.
Deu no que deu, o homem violou a regra do acordo e como conseqüência foi expulso do jardim, devendo com isso se fatigar para obter alimentos.
Daí em diante embora o homem tenha se agastado com Deus, em razão de sua natureza pecadora, Deus procurou os homens, buscando renovar o pacto rompido; não pretendo detalhar os pactos  todos que Deus em seu infindo amor pelo homem fez, mas vou citá-los apanhe a sua Bíblia e vá examiná-los:
-Pacto com Noé (Gn 8:20-22), pacto feito com Abrão (Gn 12: 1 – 3), pacto feito com Moises (Ex 19: 3 – 40:38), o chamado pacto Palestiniano  (Dt 30), O pacto com David (2 Sm 7:5-17) e finalmente o que nos diz respeito, A Nova Aliança (Jr 31:31-34; Mt 26:28).
Se faz necessário estabelecer que não só juridicamente, como no próprio senso comum, um pacto estabelecido entre duas pessoas e ou entidades não se sobrepõe a outro anteriormente acertado; poderão ocorrer manutenção de algumas regras ou itens, que deverão ser objeto de citação explicita de ratificação, sem o que todas as clausulas não citadas  pela clausula mencionada ficam desde logo revogadas.
Quando falarmos então em testamento, fica mais claro ainda que o testamento mais recente á data da morte do testador se sobrepõe e anula total e cabalmente os testamentos escritos anteriormente.
Aonde eu quero chegar? Garanto que também não sei, mas isto eu sei,não consigo entender que aqueles que se dizem Cristãos ou evangélicos querem subverter, como de fato o estão fazendo, as normas mais comezinhas do senso comum  do Direito, e da palavra de Deus registrada na Bíblia
Convém notar que Deus fez  pactos, ou acordos unilaterais com os homens que não tiveram a sensatez de observá-los, rompendo-os por sua desobediência, inclusive colocando-se quase sempre, senão sempre, contra Deus; que em sua misericórdia sempre voltou a tentar mais um pacto, como um pai amoroso e paciente.
Não entendo e nunca pude entender como alguns ainda questionam Deus como não amoroso, pois permite a existência da dor para o ser humano.
Pergunto eu:- Pode ser taxado de não ter amor por um filho o pai que não se oponha a punição legal desse filho desobediente, que apesar de orientado, disciplinado e encaminhado para uma vida de bem, que ao invés disso envereda pelo caminho do crime?
São dois os caminhos apontados por Deus um é estreito, exige rigor, disciplina e objetivo. O outro é largo, de frouxidão desmandos de toda ordem, desobediência, desonestidades.  Não haveríamos de aceitar ou querer que os dois caminhos nos levassem a  prêmios iguais. O Primeiro é um prêmio, o segundo serão conseqüências pouco auspiciosas; essa é a lógica da coisa, que se completa pela sua liberdade de escolha, vá pelo caminho que lhe apetecer, e suporte as consequências boas ou más, mas não atribua a Deus estes acontecimentos.
Vejamos essa história dos pactos  feitos por Deus com os homens, o último registrado foi feito na pessoa de representante dos homens, Moyses; isso esta registrado em Êxodo 19:5 e em seguida estabelecida a Lei que iria nortear o povo Judaico.
Jesus como judeu  esteve debaixo da Lei, e a observou. Mas não teve papas na língua para denunciar em várias oportunidades aos Lideres religiosos,  cumpriu a Lei na sua integralidade, quando na cruz sofrendo as dores que todo o pecador deveria sofrer pronuncia a palavra chave para o cumprimento da Lei, veja isso em João 19:30
Vejamos o que quer dizer consumado
con.su.ma.do
adj. 1. Que se consumou; acabado, terminado.
Vamos verificar o que disse Jesus a respeito da Lei:
Mateus 22:36 -40:
36  Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
37   Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.
38   Este é o grande e primeiro mandamento.
39   E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
40   Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

Ora, este ato é a ratificação dos Profetas e da Antiga Lei, revogada em seus itens e restabelecido aqui toda a profundidade que aquela deveria ter em seu significado.
O primeiro item da Lei na vigência do  Novo Testamento dado por Deus através de Jesus, é  idêntico ao que desde sempre, Deus havia previsto, Amaras ao teu Deus  de todo o teu coração...
O segundo, de igual valor a este primeiro, é o amaras ao teu próximo como a ti mesmo,  quem ama o próximo, não lhe cobiça os bens, respeita sua esposa (o), não intenta matá-lo,não o difama e por aí vai, logo aqui está a razão pela qual Jesus afirma que a Lei não será revogada até que se cumpra até mesmo o menor sinal que ela comporta.
Não se trata do velho decálogo, mas da velha lei ratificada em outras palavras na vigência do tempo da graça e do evangelho.
Outro item previsto na antiga lei que foi ratificada para o Novo Testamento está consignado em Atos dos Apostolo  15:28 e seguintes:
28 Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas        coisas necessárias:
29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.
30 Então eles, tendo-se despedido, desceram a Antioquia e, havendo reunido a assembléia, entregaram a carta.
31 E, quando a leram, alegraram-se pela consolação.

Eis aí outro  item da antiga Lei dada a Moises  ratificada  na vigência do Evangelho.
Onde estão as demais sandices que esses velhos e astutos sacripantas e sevandijas vivem a impor a um povo que foi resgatado com o sangue de Jesus Cristo? E que esses sopradores de shophares, carregadores de estandartes,  adoradores de Arcas ditas da aliança, (Qual?), bandeiras de um Estado Judaico, que não é Bandeira de religião e ou religiosidade, normalmente estes se igualam àqueles que eles mesmos condenam por terem criado religiões com base em textos isolados e ou visões, sonhos, e com base nessas farsas, recriam inclusive de outras religiões, normas e controles (G12) já praticadas lá no passado e em nossos dias, pelos Cursilhistas (opus dei) procurando implantá-las no meio dito evangélico.
   
Fazem isso em nome de uma religião que já foi superada na Cruz. Se assim não for, devo estar caminhando a passos largos para o inferno, pois o evangelho de Jesus que vejo descrito e consolidado na Bíblia e que aprendi de Pastores dignos desse nome, em nada se parece com isso; e que a salvação pessoal é algo que esta lastreada tão somente na fé  em Jesus como suficiente  redentor de meus pecados passados, e presentes, contra os quais diuturnamente eu luto e confio na misericórdia do Sumo Sacerdote que está a direita do Pai intercedendo  por mim; e por todo aquele  que com seu coração e com sua boca confessar ser Jesus o seu   salvador.
Possa Deus ter misericórdia de todos nós.
V.D.M.I.Ae.





quarta-feira, 4 de julho de 2012

Educere


Caros leitores e irmãos, confesso que no andar desta carruagem, estou a cada dia mais admirado de ainda ter quem  dedique se tempo a ler os escritos por aqui exarados por este velho,  (latu sensu) professor, e prestem atenção, leitores nas plagas mais extremas desta linda nave na qual o Senhor nosso Deus nos criou; bom deixemos de  bla.bla,bla e vamos logo ao assunto.
Já há um tempo que nada escrevo sobre educação... e essa vontade se me veio a tona quando passando de carro na frente de uma dessas muitas igrejas neopentecas que pululam  nas ruas desta cidade, que quanto mais dita evangélica mais aumenta a violência.
Um perfeito e arrematado testemunho de que o verdadeiro evangelho esta muito longe dessas igrejas, haja vista o que me levou a vir a  este teclado hoje(4/7-11h49minh), dizia, ou melhor, escrevia eu que passava de carro quando vi, por força de estar parado no farol em frente à mencionada igreja, uma porta de loja aberta para rua, que os irmãos enquanto se esbaldavam em louvor com  uma dançaria frenética com toques de  gritos e balançar de cabeça como quem as quisessem retirá-las de sobre o pescoço, seus filhos, estavam do lado de fora, a correr em meio aos carros em gritos  desmedidos, batendo nos espelhos nas latarias, correndo o risco de serem atropelados por motocicletas.
Esse fato de ver os fedelhos pentecas a se comportar tão irresponsavelmente no tocante à suas próprias vidas e o desrespeito com as demais pessoas envolvidas naquela correria desenfreada em meio a transito; levou-me a um texto do velho Barão em seu próximo futuro livro denominado “Memórias pré-póstumas do Barão do Bitarú” e devidamente autorizado pelo mesmo, (que por acaso sou eu mesmo) irei transcrever abaixo.
“Os dias se sucediam na sua inexorável marcha, embora não me parecessem longos, alegres e lindos, pois não me importunavam as contas a pagar, das quais o maior inconveniente era ouvir meus pais  reclamarem:
-Assim na dá, o custo das coisas não param de aumentar, a cada dia que passa tudo é mais caro...
E coisas desse tipo. Era uma ladainha muito rezada nos finais dos meses, quando do fechamento da caderneta da venda e de quando em quando essa ladainha era assacada contra o verdureiro.
Desse verdureiro me recordo muito bem...
Ele havia aparelhado uma carroça com um cavalo que a meu ver era um monge disfarçado, já que eu o via diariamente cumprir o roteiro que seu dono o submetia, sempre com orelhas baixa e com ares de estar em profunda meditação sobre os mais transcendentais problemas da sua vida e do mundo.
Essa carroça quitanda ou quitanda carroça, como queiram, era arrumada com muito esmero todos os dias, de uma forma atraente e convidativa ao consumo, e notem bem, o murruga (1) quitandeiro mal devia ter passado do Bê a BA e das duas operações fundamentais da aritmética, já que sabia sobremaneira somar para sí e subtrair aos outros. Esse seu parco preparo era de sobra compensado por um tino inato ao comércio.
Caprichava na arrumação de seus produtos, explorando as cores e texturas. No fundo e no centro da carroça dispunha as batatas, num lado os tomates e no outro os pimentões vermelhos; bordejando as caixas assim postas com os verdes do almeirão da couve manteiga que faziam o contraponto com o vermelho.
Dispunha nas laterais de um lado réstias de alhos brancos e roxos, do outro as cebolas.
Na parte de trás da carroça tinha uma armação de madeira em forma de forca onde pendurava quase sempre um enorme cacho de banana nanica, das maiores que havia visto até então, bananas amarelas sarapintadas de marrom, saborosas, que pelo cheiro atraiam as abelhas arapuás que produzem um dos meles mais saborosos que já provei na minha vida toda.
O dito português já era moderno na sua antiguidade, pois apregoa suas mercadorias gritando com uma voz roufenha e monótona: aos ventos:
-Olha o verdureiro madame, leve saúde para a sua mesa... e vez por outra perpetrava umas rimas usando o nome dos legumes e verduras, rimas que hoje não me ocorrem mais.
Nessa quitanda ambulante foi onde protagonizei um fato que muito provavelmente me afastou decididamente da vida política partidária.
Certa manhã a cantilena do luso quitandeiro fez com que D.Catharina- minha mãe- apanhasse a carteirinha de moedas e se  dirigisse à quitanda carroça puxada pelo meditativo filosofo muar; como não podia deixar de ser, lá fui eu atrás de minha mãe.
Chegando lá, entre os bons dias trocados entre o quitandeiro e freguesas e entre elas, mais alguns comentários sobre algum acontecimento do dia anterior... Eu ali postado tendo bem diante de mim o já mencionado cacho amarelinho-cheiroso de banana; não mais  do que de repente  estendi a mão e... Apanhei  uma.
Não me movia nenhum dolo ou maldade, simplesmente a cor e o odor despertaram em mim a ardente vontade de saboreá-la.
Terminada a transação, voltamos para casa.
Quando ao fechar o portão minha mãe viu que eu trazia à mão a sarapintada banana;  para ela a prova material irrefutável do mais abominável crime... O roubo, e exclamou
-Você roubou essa banana?
-Não mãe, eu só peguei uma...
-Não, o senhor roubou, ela, falando entre os dentes e com uma voz beirando a ira, e completou com vigor.
-Vai devolver  agora mesmo.
-Mas mãe, gemi eu...
-Cale a boca  e gritou  pelo quitandeiro que já havia posto o filosofo muar no seu trajeto diário.
Sr. José espere um pouco.
Minha mãe largou no chão o que trazia a mão, apanhou a minha orelha esquerda- a mais no jeito- e assim sujeitado, me arrastando, nos dirigimos à carroça quitanda que a estas alturas estava parada novamente.
Minha mãe dirigindo-se ao quitandeiro disse:
-Este moleque quer lhe pedir perdão por ter-lhe roubado uma banana.
O luso quitandeiro sorriu meio sem jeito e atalhou:
-Deixe isso prá la, ele não roubou nada... É uma criança e apenas apanhou uma simples banana, não há nada de mal nisso.
Essa fala pareceu-me ter aumentado à ira de minha mãe, pois eu senti uma pressão ainda maior na minha orelha. Minha mãe alteando a voz acrescentou:
-O senhor cuide de seus negócios  que da educação de meu filho cuido eu, e dirigindo-se a mim acrescentou:
-Devolva a banana e peça desculpas... Ande... E acrescentou a sua fala uma torção extra em minha orelha.
Ao que eu sem mais pensar ou falar, para me livrar da dor da orelha que já perpassava pelo pescoço até as costa, falei com voz entre choroso de vergonha e de dor.
-Eu roubei esta banana, o Senhor me desculpe, disse  estendendo a mão com a indigitada banana.
Quando o quitandeiro apanhou a fruta que eu lhe estendia.
-Nenê, (esse era meu apelido), você quer banana? Perguntou minha mãe.
-Quero, respondi entre choroso e envergonhado.
-O senhor me dê meia dúzia dessa banana, disse minha mãe ao  luso verdureiro, que ato continuo perguntou à minha mãe:
-Posso dar um presente ao petiz?
-Isso é com o senhor, respondeu minha mãe um tanto seco.
O quitandeiro ajuntou mais meia dúzia de bananas ás que já havia separado a pedido de minha mãe, devolvendo-me a banana que dera origem a tudo isto, acrescentando:
Esta estou ta dando como um presente extra."

Estes fatos trago-os na memória  como se fora um filme, me ocorrem ainda hoje às cores, os cheiros, as falas o cenário e tudo o mais com a maior fidelidade, e  é este fato que até os dias de hoje a essência de toda ojeriza a qualquer apropriação do que quer que seja que não me pertença.”
Aí esta a mais pura lembrança de um ensinamento, simples, direto e objetivo que procuro passar para os meus e àqueles que um dia tive  como meus alunos.
Diante dos fatos narrados lá no inicio eu me pergunto, onde estão os verdadeiros evangélicos, que abraçam toda a sorte de ventos de doutrinas e se esquecem de Provérbios 22: 6

Deus possa ter misericórdia de todos nós apesar de nós mesmos.

V.D.M.I.Ae.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Devaneios de uma tarde com chuva



Num momento de cansaço e estupefação  pelo que  se vê nesse arraial evangelico, assistindo um concerto de uma orquestra sinfônica de Santos, me permitir devanear e  aí esta a visão de um homem do interiorzão  desta terra Brasilis.


Carta de um matuto

Oi cumpadre  Martins, dicidi iscrever pr’ocê, pra mor de contá as dificurdade qui istô passando aqui na cidade grande.
Cumpadre as coisa pur aqui é tudo muito grande mermo
As casa aqui, ele chama de prédio e é mais ou menos anssim una empilhada em cina de otra, tem uns predio qui nas casa num mora ninguem, essas eles chamam de iscritório.
Eu vim prestes lados  por causa dum convite pra acertar uns causos de terras, o adivogado que me trouxe  no primero dia me levo prum tal de otél, uma dessas casa impilhadas que ele aluga.
O negocio desse tal de otél é bão mermo, tudo muito arrumadinho e limpinho, istranho mesmo é a cumida, tem uns negocio estranhos, com uns gosto que num agrada, e parece qui num tem sustança, a gente come logo dispois tá cum fome di novo, mas num é isso que me feiz te iscreve.
To iscrevendo pra conta que o adivogado me levo pra um tar de cuncerto.
Eu antes de ir fiquei matutanto qui negocio é esse de cuncerto?
Esse pessoar da cidade é tudo  muito  apressado, ficam num corre corre que até parece que o mundo vai acaba.
Quando eu sai mais o  advogado pra ir pro concerto, que ele disse que ia se num teatro ali perto, nois fomos andando, e olha o ar da cidade é muito isquizito, parece inté que tem cor, um marronzinho claro, e um cheiro bem ruim e escuita cumpadre eu inté fiquei chorando sem querer, num sei si era por num pode ver rio, os morro,  nem a nuvem, a gente só vê essas casa impilhadas, o si era por causa do tal ar marronzinho.
Eu inquanto ia andando pro tar de teatro pra ver esse tar de cuncerto, num tive corage de pregunta pro dotor qui coisa era isso de fazer um cuncerto e levar pessoas para vê. Ai nesse nosso grotão a gente cuncerta as coisa e so mostra dispois que o negocio esta cuncertado.
Chegamos nesse tal teatro, oi é uma casa grandona, logo na entrada tem um cômodo  que da pra gente coloca uma seis o sete casa igual as nossa, e oia ainda ia sobra espaço cumpadre, e eles poe um pano grandão bunito, cheio de desenho no chão, qui chamam de tapete, que eu inte tive dó de pisa com os meus burzeguins de matuto.
Mais o doto de agarantiu que era assim mesmo qui eu podia pisa.
Ai cumpadre entremo numa sala bem maió ainda que a qui eu falei aí no  começo, e tinha uma coisa istranha, um mundão de cadeira tudo alinhadinha virada prum lado só, e lá dentro fazia um frio de da gosto, seu eu sabia disso antes tinha levado um blusa mais pesada.
As cadeira tudo virada prum lado em que tinha um panão  bunito pendurado  que o doto me disse que era a cortina, de uma tar boca do parco; oia  dava pra fazer umas duzenta curtininha que a cumade custuma pendurar nas janelas.
Bem eu estava curioso  para ver o que eles iriam cuncertar, e comecei a achar ingraçado ter tanta gente bunita e bem arrumadinha e perfumada pra ver esse tal de cuncerto.
Ai tocou uma campainha, e ouvi dizer que o tal curcerto já ia começar, o pessoas que falava qui nem as gralha daí da nossa terrra de repente fico quieta, que dava pra ouvir mosquito voando.
Aquele cortinão  foi puxado pros lado e eu vi um mundão de gente sentadinho em roda de um home que estava vestido com um casaco esquisito, oi mais parecia um desses pingüim que fica inrriba das geladeiras. O casaco  alem de tudo tinha uns rabos cumpridos.
Aí ele virou de costa pra nois que esta tudo sentadinho naquelas cadeira que eu falei ali atrais.me pareceu que ele era o chefão desse tal de cuncerto;
Eu vi uns negocio que me disseram que eram instrumento, num sabia se era eles que iriam cuncerta ou iam usa pra cuncertar outra coisa. Mas percebi que o tal home do paletó esquizito era o chefão mesmo, ele tinha na mão uma varinha que devia ser poderosa, quando ele levantou  todos ficaram olhando pra ele, quando ele abaixo começaram a usar os tar de instrumento.
Eu notei arguns instrumento que eu conhecia de quando fui pro tiro de guerra, uma tar de corneta, daquelas pra acordar sordado vagabundo e dorminhoco,  cumpadre tinha uma tal variedade de corneta que oce num faz conta,mas tinha pro lado direito um instrumento grandão e um otros parecidos um pouco menor, assim de uns três tamanhos, e eu assuntei que do do isquerdo tinha um montão de intrumento parecido com os da direita, só que  menor, e matutei que deviam ser filhotes dos da direita,  um pouco parecido com as rabecas que nois cunhece; separados dos pais cum o maestro no meio, esse era o nome do home de casaco esquisito, pra num trapaiar o tar cuncerto.
Ah! Cumpadre la no fundão tinha lá umas zabumbas e tinha uns tacho grandão, como aquele que a cumade usa pra faze  doce de guaiaba, que quando o tal maestro apontava a varinha pros lado do tal tacho o home batia nele.
O som  comu ele dizem aqui pra diferençar de baruio era legar, eu num tava entendendo nada, mas arreparei que  as pessoas (home e muié) que estava cum istrumento parecido, tanto os gradão da direita, como os pititico da esquerda, tinha um negocio na mão direita parecido com uma serra dessas que agente usa pra cortar ferro, e esfregavam cum força os tar instrumento que fazia um som  bem mio mais muito parecido com o que faz a nossa serra quando corta ferro; me pareceu cumpadre que eles queriam cortar os instrumento no meio, mais aquela tar de serra que eles usava, parece que estava sem corte, pois mais que esfregava mais baruio fazia mas num cortava nada.
Todo  mundão de gente que estava sentadinha ali tudo alinhadinho oiando  pro parco estava tudo quietinho oiando o maestro que parecida que tinha hora que ficava nervoso e abanava a tar  varinha e que quando ele fazia isso os mus’cos, acho que cum medo tocava os instrumento mais alto e arguma veiz mais depressa.
Oi cumpadre, num entendi nada, não vi nada quebrado pra eles cuncerta, e vô  arresumi as coisas, o tar maestro fez um gesto de repente e todos os mus’cos parô de toca, acho que ninguém gosto muito da coisa toda, até o doto que me cunvido para ir ver o tar cuncerto que eu acho que não aconteceu pois todo mundo  fico de pé e batendo as palmas gritavam bem forte:
Bravo! Bravo! Bravo...
Eu num tinha intendido nada ,mas num estava bravo coisa nenhuma, achei também inquisito quando todo mundo começou a pedir  aquelas bolachinha  com chocolate...
Bis!Bis!, achei que iriam dar essas tar bolachinhas, e fique precupado comu iria fazer pra dar as bolachinha pra quele mundaréu de gente...
Ai o tal maestro viro de costas, balançou a varinha e os mus’cos garrarão a tocar de novo, quando pararam de novo o mundaréu garro a dizer gritando que todos estavam Bravos e os mus’cos, acho eu cum vergonha, só fartaram beija o chão de tanto que ser curvaram baixando a cabeça.
Oi cumpadre eu sou mais o sãozinho que nois tira de nossas violinhas nas tarde de sol bonito, pelo  menus ninguém fica bravo com a gente, eles ité gostam...
Oi cumpadre quando chega aí te conto umas outras coisa isquizitas que ocorre aqui nesta maleitosa cidade grande. E oia cumpadre eu prefiro nossa casinha de sapé  e taipa, onde a gente pode ouvir o canto dos passarinhos e o canto do mocho no cair da noite, respirar o ar tão purinho que inte dói nos purmão, comer nossa comida sustantosa, e de veis em quando saborea os lambari que a gente  pesca no corgo la no pé do morro, sem fala  em alegrar os oios cum as revoadas dos passarinhos e da borboletas todas as tardes, e contá os causos e desfiar a violinha  em roda das fogueiras.
Um abraço cumpadre, cum muito respeito da um abraço na cumade e um bejo nos meu afilhado, e fala, fazendo um favõ, pro Chico da Bodega que to levando a incomenda, fala ainda fazendo um outro favo com o vigário pra prepara as oreias que tem uns pecadinhos  qui eu vou te qui confessa, quando chega por aí.
Tonico.

Abaixo estou reescrevendo o texto acima, escrito o mais próximo do falar do nosso homem do interior e pouco  instruído, para uma linguagem mais formal para que os que utilizem das traduções e ou estejam pouco acostumados  possam entender o texto.


Oi compadre Martins, decidi escrever para você, para lhe contar as dificuldades que estou passando aqui na cidade grande.
Compadre, por aqui tudo é grande mesmo, as casas aqui eles chamam de prédio, e mais ou menos assim com um monte de casas uma em cima da outra.  E na maioria ninguém mora nelas, essas eles chamam de escritório.
Eu vim para cá em razão do convite para acertar uns problemas de documentação de terras, o advogado que me trouxe no primeiro dia me levou para um tal de hotel, uma dessas casas empilhadas, que alugam (comodo).
Esse negocio de hotel é muito bom mesmo, tudo muito arrumadinho e limpinho, o estranho mesmo é a comida, tem algumas coisas estranhas e com um gosto que não agrada, e parece mesmo não ser substancioso, nos comemos e logo depois estamos com fome di movo, mas não é isso que me fez te escrever.
Estou escrevendo para  contá que o advogado me levou para um tal concerto.
Ante de ir fiquei pensando, que negocio e esse de concerto?
Esse pessoal da cidade é todos muito apressados, ficam em um corre corre que até parece que o mundo vai acabar.
Quando eu sai junto com o advogado para ir para o concerto, que ele disse que ia ser em um teatro ali perto, nos fomos andando, e veja o ar da cidade é muito esquisito, parece até que tem cor, um marronzinho claro, e um cheiro bem ruim e escute compadre eu até fiquei chorando sem querer, não se era por poder ver o rio, os morros, nem mesmo as nuvens, a gente (aqui) só vê essas casas empilhadas, ou se era por causa do tal ar marronzinho.
Eu enquanto ia andando para o tal teatro para ver esse tal de concerto, não tive coragem de perguntar para o Doutor, que coisa era isso de fazer um concerto e levar as pessoas para ver. Aí nesse nosso vale, nos consertamos as coisas e só mostramos depois que a coisa esta consertada.
Chegamos no tal teatro, olha (compadre) é uma casa bem grande, logo na entrada tem uma sala que daria para colocar umas seis ou sete casas iguais as nossas, e veja, ainda iria sobrar espaço. E eles (do teatro) colocaram um grande pano bonito, cheio de desenhos no chão (dessa sala) que chamam de tapete, que eu tive dó de pisar com minhas botas de caipira.
Mas o doutor me garantiu que era assim mesmo, que eu podia pisar.
Então compadre, entramos em uma sala maior ainda da do que eu falei ai no começo e tinha uma coisa estranha, uma grande quantidade de cadeiras, todas alinhadinhas virada para um lado só, e la dentro fazia um frio de dar gosto, se eu soubesse disso antes teria trazido uma blusa mais pesada.
As cadeiras todas viradas para um lado só, que tinha um pano muito grande pendurado que o doutor me disse ser uma cortina, de uma tal boca do palco, olha daria para fazer umas duzentas cortininhas que a comadre costuma pendurar nas janelas.
Bem, eu estava curioso para ver o que eles iriam consertar, e comecei a achar engraçado ver tanta gente bonita e bem vestida e perfumada para ver esse tal concerto.
Então tocou uma campainha e ouvi dizer que o tal concerto já ia começar, as pessoas que falavam como se fossem gralhas daí de nossa terra de repente ficou quieta, que daria para ouvir mosquito voando.
Aquela enorme cortinha foi puxada para os lados e eu vi muitas pessoas sentadinhas em redor de um homem que estava vestido com um casado esquisito, olha, mais parecia um desses pingüins que costumam ficar em cima das geladeiras. O casaco além de tudo tinha uns rabos compridos.
Ai ele se virou de costas para nós que estávamos todos sentadinhos nas cadeiras que eu falei ali atrás, me pareceu que ele era o chefão desse tal concerto.
E uns negócios que me disseram que eram os instrumentos, não sabia se era eles que iriam consertar ou iriam usar para consertar outra coisa. Mas percebi que o tal homem do paletó esquisito era mesmo o chefão, ele tinha na mão uma varinha que devia ser poderosa, quando ele levantou (a varinha) todos ficaram olhando para ele, quando ele a abaixou, todos começaram a usar os tais instrumentos.
Eu notei que alguns instrumentos eu conhecida de quando fui para o Tiro de Guerra, uma tal corneta, daquelas para acordar soldado vagabundo ou dorminhoco, compadre existia uma tal variedade de cornetas que você não pode imaginar, mas tinha do lado direito uns instrumentos grandões e outros parecidos um pouco menor, e eu percebi que do lado esquerdo havia um monte de instrumentos como os da direita, somente que menores, que deveriam ser os filhotes dos da direita, um pouco parecidos com as rebecas que nós conhecemos; eles estavam separados dos pais pelo maestro esse era o nome do homem de casaco esquisito, para não atrapalhar o tal concerto.
Ah!  Compadre lá no fundo tinha uns tambores e tinha uns tachos grandões como aquele que a comadre usa pára fazer doce de goiaba, que quando o tal maestro apontava a varinha para os lados do tal tacho o homem batia no mesmo.
O som, como eles dizem aqui para diferencias de barulho era legal, eu não estava entendendo nada, mas reparei que as pessoas (homem e mulher) que estavam com os instrumentos parecidos, tantos os grandões da direito, como os pequeninos da esquerda, tinham um negocio na mão direita parecido com uma das serras dessa que nos usamos para cortar ferro, e esfregavam com força nos tais instrumentos que faziam um som bem melhor, mas muito parecido com o que faz nossa serra quando corta ferro: pareceu-me, compadre que eles queriam cortar os instrumentos ao meio, mas aquela tal de serra que eles usavam, parece que estava sem corte, pois quanto mais esfregavam mais barulho fazia, mas não cortavam nada.
Todas as pessoas sentadas ali todos alinhados olhando para o palco, estava m todos quietinhos olhando o maestro que parecia que em alguns momentos ficava nervoso e balançava a tal varinha e que quando ele fazia isso os músicos, acho que com medo, tocavam os instrumentos mais alto e em algumas vezes mais rápidos.
Olha compadre, não entendi nada, não vi nada quebrado para eles consertarem, e vou resumir as coisas, o tal maestro fez um gesto repentinamente e todos os músico pararam de tocar, acho que ninguém gostou muito da coisa toda, ate o doutor advogado que me convidou para ir ver o tal conserto, que acho que não aconteceu, pois todo mundo ficou de pé batendo palmas e gritando bem forte:
Bravo! Bravo!Bravo...
Eu não tinha entendido nada, mas não estava bravo coisa nenhuma, achei também esquisito quando todo mundo começou a pedir aquela bolachinhas com chocolate...
Bis! Bis! Achei que iriam dar essa tal bolachinhas e fiquei preocupado como iriam fazer para distribuir as tais bolachinhas para aquele mundo de pessoas.
Aí o tal maestro virou de costas, balançou a varinha e os músicos começaram a tocar novamente, quando pararam de novo o mundaréu começou a dizer gritando que todos estavam bravos e os músicos, acho que com vergonha só faltaram beijar o chão de tanto que se curvaram abaixando a cabeça.
Olhe compadre eu sou mais o sonzinho que nós tiramos de nossas violinhas nas tardes de sol bonito, pelo menos ninguém fica bravo com a gente, eles até gostam...
Olha compadre quando chegar aí te contarei outras coisas esquisitas que ocorre aqui nesta cidade grande com maleita.  Olha compadre eu prefiro nossas casinhas de sapé e taipa aonde a gente pode ouvir o canto dos passarinhos e o canto do mocho no cair da noite, respirar o ar tão purinho que chega a doer nos pulmões, comer nossa comida substanciosa e de vez em quando saborear os lambaris que pescamos no córrego lá no sopé do morro, sem falar em alegrar os olhos com as revoadas dos passarinhos e das borboletas de todas as tardes, e contar causos (historias) e desfiar a violinha em redor das fogueiras.
Um abraço compadre, e com muito respeito dê um abraço na comadre e um beijo nos meus afilhados, e fale, fazendo-me um grande favor, para o Chico Bodega que estou levando a encomenda, fale ainda, fazendo-me outro favor com o vigário para ele preparar as orelhas que tenho um pecadinhos, que vou ter que confessar, quando chegar por aí
Tonico

Não ia colocar esta brincadeira séria neste espaço, mas a instâncias de um neta me ví compelido a fazê-lo,
Mas saibam todos os que se detiveram para ler mais esta sandice que;
V.D.M.I.Ae.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A novidade mais antiga do mundo


As palavras Graça, fé e esperança e caridade tem na Palavra de Deus, significado bastante diverso do que os religiosos da moda de nossos dias emprestam a elas.
Nós não só perdemos a doutrina mas até mesmo a linguagem Cristã.
Graça é uma palavra que biblicamente significa toda e qualquer doação da parte de Deus, feita ao homem através de Jesus Cristo. Onde então fica o mérito?
Pois o que mais ouvimos em nossos dias é falar de campanha, sacrifícios, jejuns, subir ao monte, o que significa tudo isso senão obras, você não estará livre do ataque do inimigo, se não pertencer a um ministério, a uma igreja e não estiver sujeito a um líder; o que é isso senão, obra e tradições humanas.
Qual a diferença de tudo isso relativamente a religião e aos religiosos, dos dias de Jesus, e os do Século que antecederam a Reforma?
Onde fica a ação do consolador enviado por Deus após o seu sacrifício vicário na Cruz? Como explicar a conversão de tão grande número de pessoas após a pregação de pentecostes em Jerusalém?
A Bíblia, não registra que todos estivessem, sob a proteção de qualquer ministério que tenham sido previamente preparados por reuniões de células, Encontros Tremendos ou como querem fazer crer, muitos dos desvirtuadores da palavra, mas é verdade que a pregação de Pedro, anunciando a morte e ressurreição de Cristo, e com a ação do Espírito Santo, que os batizou com fogo, o batismo de Cristo, não o de João, resultou no espantoso número citado na bíblia.
A igreja de hoje, mais instituição humana, do que o conceito de reunião dos crentes em Cristo, apela para a sua fé e piedade, para a sua esperança de uma vida espiritual com Deus utilizando interpretações particulares, de conformidade com seus objetivos e ou filosofias e tradições humanas, usando a cada dia mais, a velha aliança; cuja Lei vigorou até João o Batista, depois dele o Reino de Deus se fez presente no mundo em Jesus Cristo; pode-se depreender isso quando interrogado ele responde, “o meu Reino não é deste mundo”, leia Jo 18:36, mas é o Rei aqui presente, se fora de outra forma teria dito o Reino de Deus, mas Ele diz o meu, estabelecendo uma Nova Aliança através de seu Sangue.
Assim como no passado os teólogos de então esquecendo-se, voluntariamente ou não os cristalinos ensinos de Cristo e de seus seguidores, estabelecem como no passado uma sujeição a uma Lei, cumprida na Cruz – Ez. 18: 4, que a cumpriu, sendo inocente, e o fez por amor de nós.
Usam , como se fora uma novidade, a maliciosa interpretação de afirmações claras, como a que se apresentou no remoto século XVI um dos defensores das mazelas religiosas de então querendo distorcer o que afirmava Lutero, com referencia a justificação somente pela fé, e que essa justificação assim alcançada produzia no homem os frutos de uma vida moral e eticamente correta,ou seja boas obras, enquanto a Igreja, a instituição de plantão, pregava que as boas obras produziam méritos para alcançar o céu, ignorando inclusive o ensinamento que lhe estava ás mãos, a saber: Ef. 2:9; 2 Tm. 1:9, e outros trecho dos Livros Apostólicos.
O que dizem os Tetzeis modernos, Tudo de você, para que Deus de tudo, em palavras menos rebuscadas, traga todo teu DINHEIRO, para que Deus te dê todas as riquezas.Da mesma forma com que aquele vendedor de indulgencias dizia: "Quando o seu dinheiro bater no fundo do cofre (da igreja ) uma alma de seu parente será admitida no céu"
Como fica a afirmação de quando você tocar nas pedras do Templo, réplica do de Salomão, feito com pedras importadas com alto custo, de Israel ,”tocará em Deus”,como fica Jesus nisso tudo, quando Ele disse: Quem vê a mim, vê o Pai =(Deus),confira Jo 14:9,e ainda quando bendisse a Tomé, que era chamado de O Gêmeo, afirmou: “Você creu porque me viu. Felizes são os que não viram , mas assim mesmo creram, essa felicidade foi dada pela voz de Cristo para você meu irmão que está lendo agora, pois como eu você também vê Cristo pela fé.
A mim solerte ignorante, parece que encetamos novamente a caminhada pelo deserto, como o fez o povo libertado por Deus pelas mãos de seu servo Moisés, aquele povo, viu, preste atenção, viu, não lhe foi contado, presenciou os magníficos feitos de Deus, e ainda assim esquecendo-se disso, foi rebelde, e destinado a caminhar por quarenta anos, no Deserto.
Assim se portaram os homens, nos séculos seguintes a ressurreição de Cristo, iniciando uma rebeldia sistemática e insidiosa,persistindo, igualando o Reino de Deus, ao reino político e ambicioso dos homens, novamente ingressamos no deserto na escuridão, tornando-se necessário novas mortes para voltarmos a luz de Cristo.
E estamos novamente no caminho do Deserto, vou fazer como parte final um dialogo, de uma criança com um pastor, que reclamava de seu parco salário:
·        O senhor diz que ganha pouco, por que não arranja um trabalho para ganhar mais?
Respondeu-lhe o pastor:
·        Mas eu trabalho, tomando conta dos crentes desta igreja, minhas ovelhas; ao que lhe retrucou a criança:
·        Meu pai, também toma conta de nós, eu, meus irmãos e minha mãe e a vovó, mas tem um emprego, e trabalha o dia todo... e ganha menos que o senhor.
Não conheço o fim da coisa, mas é para pensar...
Se faz necessário uma reforma de ordem pessoal de tal forma a permitir que o Espírito Santo de Deus, possa agir, não importa em quantas pessoas, que creio devem ser muitas neste imenso mundo, através da verdade da mensagem da Cruz, não dos Congressos, dos Encontros tremendos, dos retiros, não das assembleias, de grandes concentrações em busca da prosperidade financeira, do dar uma casa e ter hoje um apartamento de dez quartos e mil metros quadrados de construção, mas de um coração quebrantado, de uma vida de amor, de dedicação, de respeito, da misericórdia entre os homens, a mesma que Deus tem para conosco, sendo nós pecadores.
Se faz mais do que nunca antes neste mundo, acendermos a Luz da Boa Nova do Reino, que se fez homem, morreupoe nós e ressuscitou.
Falarmos a cada dia mais fortemente da Cruz, da vida e da Vida Abundante em Cristo.
Se você que me lê perguntar, como fazer isso, eu vou responder de forma que poderá parecer simplória demais:
Comece por você mesmo, acenda a luz que há em você, viva os ensinamentos do evangelho em todos  os seus afazeres, estude, leia, pesquise, procure saber de tudo o que diz respeito a Cristo,  leia fundamentalmente sua Bíblia, estude as apostasias antigas e modernas, não se omita,não aceite tudo a priori, compare, confronte, tenha uma opinião, manifeste a mesma, não se preocupe se não agradar a muitos, mas com certeza, a sua casa, seus filhos, seus parentes aprenderão com você.
Coloque a sua crença em Jesus, como uma Luz no lugar mais alto que você alcançar, não se importe, se ela parecer fraca, tenha em mente que uma pequena brasa, na escuridão da noite pode ser vista a uma distância de 10 quilômetros; e que muitas brasas provocarão o renascimento da Luz que emana da Palavra de Deus. Veja Mt. 5:14,leiam também Mt 10:24-31.

Deus nos ampare em seu amor.

V.D.M.I.Ae.

republicação revisada.

Não nos basta a Nova Aliança?


Fuçando por ai nesse intrincado da internet nesses inúmeros locais todos indicados pelos famosos, WWW, encontrei vários textos, vídeos, afirmações, certezas, provas, sic, sobre tudo desde como fazer uma picanha assada sem fogo, como cozinhar um ovo sem fogo, como retirar facilmente a casca de um ovo cozido, até mesmo debates a respeito das provas documentais históricas da ressurreição de Jesus Cristo.
 Vários autores e ou estudiosos gastaram rios de tintas, cujos nomes não vou expor aqui, até porque acho irrelevante, declaram que dedicaram suas vidas para a comprovação historiograficamente de que seguramente Jesus Ressuscitou.
Outra coisa que me causou espanto, é que até Deus está em debate... (querela, Debater, examinar, investigar, tendo em vista provas e razões pró e contra.).
O que esta me causando espécie é que se por um lado existem tantos que Debatem a Deus, na busca de ter em vista provas e razões pró e contra, como diz o dicionário, outros tantos se entregam a discutir e ensinar as coisas de Deus tão somente com, eu ouvi uma voz, eu senti em meu coração, quando não, com o famoso eu acho; muitas vezes com leituras (quase sempre e infelizmente de analfabetos funcionais, confiando mais nos seus sentimentos, e ou o que é pior em seus interesses de ordem pessoal, a deitar falações com afirmações no mínimo esdrúxulas, para não afirmar doentias.
Já há algum tempo eu mesmo dizia: “o viver é muito simples, mas nós complicamos tudo”, crendo que isso era uma frase originada na experiência acumulada nas sessenta e poucas órbitas em torno do sol de minha vida, nesta linda jóia chamada terra, até desconfiar, que eu não era nada original, isso deveria com certeza estar consignado no Manual da Vida, para mim e Bíblia Sagrada para muitos
Pois é, la sempre esteve, leia Eclesiastes; 7: 29.
Pois é ao andar por este mar da web, parei em vários portos tidos e havidos como evangélicos, sic est., e me defrontei com coisas das mais singelas às mais absurdamente hilárias não representassem coisas profundamente preocupantes, no tocante à singeleza da mensagem do Reino de Deus.
“Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo” na linguagem de hoje ou na versão Almeida, revista e atualizada que diz: “Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astucias” que “no es lo mismo pero es igual”
Vejam isto, após sua ressurreição , Jesus apareceu aos discípulos no cair da tarde, quando Tome não estava presente, leia em João 20: 19-25, veja que quando o ausente foi informado do ocorrido declarou: - “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei”; que belo cientista estava se declarando Tomé, pois só poderia acreditar em provas palpáveis (lato sensu).
Mas o Manual da Vida mais adiante fala novamente de outra aparição de Jesus aos discípulos, agora com a presença de Tomé, após dirigir-se a todos com a saudação - A paz seja convosco, Jesus diz a Tomé “Põe aqui teu dedo, e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado, não seja incrédulo, mas crente.
E faz uma das declarações das mais maravilhosas entre outras tantas feitas no seu ministério:
“Porque me viste creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.”
Teria eu necessidade de um curso superior, de provas históricas para saber ou ter certeza da Ressurreição?
Não estou defendendo que nos mantenhamos ignaros das verdades exaradas na Bíblia e ou deixemos de estudá-la, o estudo e o conhecimento são frutos da sabedoria, mas não percam de vista que: “O principio da sabedoria é o temor a Deus”
Quantos Tomés temos em nossos dias, Tomes de todos os tipos:
Só acreditarei em Deus se  ele me der a casa dos meus sonhos.
Só louvarei a Deus se ele me conceder a benção de um carro novo.
Só  terei verdadeira fé se Deus me conceder  esta ou aquela benção.
Et coetera, Et coetera...
Pois o que estamos vendo hoje é senão  o cumprimento da segunda parte do texto de Eclesiastes 7:23, Deus nos concedeu um caminho para a vida eterna de maneira dolorosamente simples: João 3:16 e seguintes, simples não?
Pois é, e nós neste dias estamos complicando tudo.
Será que a historia registrou a ressurreição, seria o sudário prova confiável?  Onde está o túmulo?   Que provas seguras eu tenho desses fatos?
Será que só acreditarei se me for revelado por um anjo?
Não nos basta a Nova Aliança selada com o Sangue de Jesus na cruz?
Pobres, é isso que somos na verdade.
Pobres de conhecimento, pobres de entendimento, pobres, em resumo, de fé.
Tenha Deus em seu infinito amor, misericórdia de todos nós.
E saibam todos que:
V.D.M.I.Ae.